As conversas sobre o tempo são tábuas de salvação. Um pouco à guisa daquela tábua que manteve a protagonista do Titanic à tona de água (embora sempre me tenha perguntado a razão pela qual não alternaram para que nenhum morresse gelado), têm no entanto algum préstimo. São desbloqueadores de conversa, por um lado, e pontes de comunicação, por outro. Dão jeito, em linguagem mais informal. São aqueles segundos que nos permitem a imaginação prodigiosa capaz de produzir algum discurso que conduza a conversa a algo que realmente interessa, ou que servem como plataforma para observar um par de olhos, um contorno, uma emanação da pessoa.
Claro que a conversa sobre o tempo tem uma premissa menos fácil de lidar. Aquela que nos diz que algo tem de suceder-lhe, sob pena do diagnóstico meteorológico não servir de antecâmara a algumas frases que façam a diferença, mas apenas a prática demonstrativa da limitação imaginativa de uma personalidade. E isso nós não queremos.
Até porque o tempo é feito de sol, de cores, de tendências, como qualquer pessoa que temos a possibilidade de ver e conhecer. É complexo, variado, e nunca surge da mesma forma em dias seguidos. E a conversa sobre ele pode apesar de tudo demonstrar a vontade de conhecer a forma como este afecta o nosso interlocutor, e dar-nos pistas sobre isso mesmo.
O tempo pode ser o reflexo do humor, e falar dele pode ser uma tradução de ideias e sensibilidades espelhadas no meio ambiente.
O tempo acaba por partir o ano em partes. E quem diz em partes, acaba até por fazê-lo em atitudes ou lógicas, porque também somos feitos do que nos rodeia. Não é por isso estranho que Robert Frost falasse em árvores e William Blake em tigres incendiados ao pôr-do-sol.
É o tempo.
O tempo tem muito mais virtualidades do que julgamos, mesmo em tópico de conversa. É um acesso, um caminho, uma forma.
O tempo é afinal de contas, o primeiro produtor de cores, de cenários, de enquadramentos. É um elemento vivo de tudo o que nos situa algures.
Claro que a conversa sobre o tempo tem uma premissa menos fácil de lidar. Aquela que nos diz que algo tem de suceder-lhe, sob pena do diagnóstico meteorológico não servir de antecâmara a algumas frases que façam a diferença, mas apenas a prática demonstrativa da limitação imaginativa de uma personalidade. E isso nós não queremos.
Até porque o tempo é feito de sol, de cores, de tendências, como qualquer pessoa que temos a possibilidade de ver e conhecer. É complexo, variado, e nunca surge da mesma forma em dias seguidos. E a conversa sobre ele pode apesar de tudo demonstrar a vontade de conhecer a forma como este afecta o nosso interlocutor, e dar-nos pistas sobre isso mesmo.
O tempo pode ser o reflexo do humor, e falar dele pode ser uma tradução de ideias e sensibilidades espelhadas no meio ambiente.
O tempo acaba por partir o ano em partes. E quem diz em partes, acaba até por fazê-lo em atitudes ou lógicas, porque também somos feitos do que nos rodeia. Não é por isso estranho que Robert Frost falasse em árvores e William Blake em tigres incendiados ao pôr-do-sol.
É o tempo.
O tempo tem muito mais virtualidades do que julgamos, mesmo em tópico de conversa. É um acesso, um caminho, uma forma.
O tempo é afinal de contas, o primeiro produtor de cores, de cenários, de enquadramentos. É um elemento vivo de tudo o que nos situa algures.
4 comentários:
Epa, este tempo, que chatice! Onde é que já se viu, chuva em Maio, depois de uns dias tão bonitos!
;)
Eu gosto de falar do tempo, principalmente quando vou de viagem para algum sítio :)
E gosto de W. Blake.
Do Titanic nem por isso :)
E por aí? Como está o tempo?
Beijinhos de chuva
Rota in medio rotae, veluti vita intra vitam, quod in hac vita corporis, vitae volvatur usus aeternae.
:)
...
"Why stop to think of whether?
If it should rain,
just let it."
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