
A beleza das manifestações amorosas também está no esforço não de criação, mas de recriação das mesmas.
O melhor naquilo que somos capazes de sentir, é a construção que operamos em nome da afeição, do amor, como um derivativo a jorro criativo e não a gotas de hesitação.
É com os ensinamentos do que o fazem com a graça suave de quem domina a estrutura emocional que aprendemos a ser um pouco mais nós.
Aprendemos a perguntar, porque os sorrisos que provocamos surgem como um mistério que ainda por cima de transmuta em apetite.
Amor é também apetite, não na asserção talvez mais frequente e imediatista, mas reflectida no anseio pela criatividade do outro.
Nos trejeitos, nas formas de estar, nos detalhes, na capacidade de provocar por um detalhe conhecido pelo próprio, mas tão unicamente exteriorizado pelo amante.
Espelham-nos com generosidade.
Aprendizagem e modos de sermos melhores do que talvez até sejamos.
Sorte.
2 comentários:
Mesmo com a "família genealógica" a cair para a Fiona, continuo a preferir o modo "natural".
;)
"anseio pela criatividade do outro". Nunca tinha olhado dessa forma... Agrada-me...
Abraço.
E o que é o Amor senão uma constante recriação de tudo o que conhecemos?
Nada de novo debaixo do Sol... mas nem por isso pior, muito, mas muito pelo contrário.
:)
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