ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


Partilhar informação @ estacoesdiferentes@gmail.com

segunda-feira, junho 11, 2007




Disseram-me uma vez que a expressão de qualquer coisa através de uma construção funcionava como um paliativo. Era uma forma não de evitar uma morte, mas de a ir adiando, definhando em desaceleração, aceitando os impactos das coisas que se perdem ou deixam de ver como uma onda de erosão lenta, e destruição longínqua e imprevisível.

Essa expressão surge na forma como nos criamos. Toca em tudo. Constrói tudo. Forma-nos e encabeça a teimosia da nossa originalidade. É razão de ira quando se mascara de algo que não se descortina, quando entoa os seus cânticos em timbre baixo e com letra incompreensível.

A expressão pode é, lamentavelmente, aparecer em necessidade e perder-se em forma. Como querer respirar o vento, algo do seu imenso acaba por escapar-se e nada resta senão a percepção de algo que não se delineou.

E quando não se sabe o que é, aceita-se?

Não, teima-se com o que temos à mão. E deixa de ser paliativo.

1 comentário:

A disse...

Não se pode, ao vento, querer abraçar tudo o que com ele é arrastado, mas mais importante do que agarrar seja o que for, é a transformação que ele opera em nós e as marcas que nos deixa.


Este é um post algo complicado, algo ambíguo, muito nas entrelinhas, e essa expressão de que falas não se obtém porque se quer. Obtém-se como produto que se atinge por si só...

Complicado de explicar, complicado de sentir....

:)


Beijos, meu amigo