Quando os ciclos se completam e a linha curva que os fecha irrompe como uma bolha se sabão, criando novas realidades, a mudança do status quo aparece como uma inevitabilidade sempre com algo de dor à mistura.
Não será, na maioria dos casos, uma dor grave, mas mais um sentido de proximidade e relativa pertença que se perde, ou esboroa, perante a criação da distância pragmática necessária.
Ao longo do tempo, algumas das pessoas que fazem parte do nosso quotidiano afastam-se. Levadas pelo trabalho ou por mudanças de vida estruturais, deixam-nos sem a recorrência da sua voz, do seu contributo, dos pequenos mundos criados pela sua presença. São eventos naturais, até comuns, mas que descobrem sempre o lado menos luminoso das necessárias mudanças de qualquer percurso de vida.
Felizmente, em muitos casos, as mudanças são para melhor, o que nos deixa mais aliviados relativamente a essas pessoas. Rigozijamo-nos porque a alteração traz algo mais, algo melhor, algo de sentido de evolução.
Mas fica sempre esta ideia. A ideia de um lugar mais vazio pela ausência daqueles que o fizeram reconhecível e pertencente a algo partilhado.
Bonne chance!
2 comentários:
"A ideia de um lugar mais vazio pela ausência daqueles que o fizeram reconhecível e pertencente a algo partilhado."
Meu caro... poucas palavras e com tanto significado lá por dentro... E o dia faz-se de novo de sol e esperança...
Obrigado!
...
"Felizmente, em muitos casos, as mudanças são para melhor, o que nos deixa mais aliviados..."
Felizmente, em muitos, mas
não todos!
Abraços.
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