ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


Partilhar informação @ estacoesdiferentes@gmail.com

segunda-feira, outubro 29, 2007





Este senhor, juntamente com um outro que pode considerar-se o seu predecessor, (um homem de cabelo e barba profusa de nome Sir Allan Moore) é, em meu ver, um dos expoentes máximos de criatividade nos tempos que correm, e responsável por aquela que, talvez emparelhada com "Watchmen", é a melhor obra de Banda Desenhada que li até hoje - a monumental obra em dez volumes chamada "Sandman".


Neil Gaiman é daqueles autores que simplesmente abraçou a sua visão com inegável qualidade, e mostrou que o preconceito idiota relativamente ao fantástico, que tanto grassa pela chamada "inteligencia cultural", não pass

a disso mesmo - uma idiotice afectada.



Li várias coisas dele e nunca me deixou mal. Neverwhere e Anasi Boys são dois livros deliciosos (tenho Stardust e American Gods na lista), e Sandman é uma obra prima, tudo envolto num género onde o amor, a contradicção, a violência, a morte, as verdades e angústias humanas estão presentes, ainda que os protagonistas transcendam muito essa característica.


A "Devir" começou há uns tempos a traduzir e publicar esta série, e aconselho seriamente a todos os cépticos a pegar nesta obra e deixar-se ir. Season of Mists é particularmente belo, mas toda a obra é esplendorosa.


E aí está Neil Gaiman, a ler um poema seu, e a mostrar que a sua criatividade nada deve aos estilos designados "sérios", porque a criatividade não se esgota no real, mas nas demonstrações do que é humano, seja lá onde estas se encontrem.


Enjoy!



2 comentários:

A disse...

Achas que de facto existe mesmo esse preconceito cultural? É que eu não conheço nenhum gajo afectado pseudo-intelectual que não goste do Gaiman! LOL

Acho que acima de tudo, as pessoas acabam por gostar, generalizadamente, do que é realmente muito muito bom. Seja mediático ou não, comercial ou não, mais banal ou vendável. Quando é algo ao nível de um Gaiman... toda a gente gosta inquestionavelmente.


:)

Eu acho que tu tens um preconceito desactualizado relativamente ao que os outros acham que é uma trampa cultural e, consequentemente, aos seus próprios preconceitos. Se fizesses mais como eu e cagasses (passo o termo) para os preconceitos dos outros, farias bem melhor. Não temos de justificar as nossas escolhas em prol das que os outros NÃO fazem, certo?

Hás-de me dizer o que é que andas a ouvir ;)

Beijinhos

Nuno Guronsan disse...

Assino por baixo e agradeço publicamente ao meu amigo PM ter-me deixado a colecção completa do Sandman lá em casa.

Abraço, SK.

PS - American Gods é muuuuiiiitto bom!!