ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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quarta-feira, outubro 24, 2007



Há uns meses, com a cabeça cansada, consegui intrujar uma amiga para ver um filme que já se adivinhava ser uma inanidade mental chamada Epic Movie. Foi, e confesso-o abertamente, o único filme que me obrigou a sair da sala antes que terminasse. Era tão profundamente idiota e inane que chegava a ser insultuoso. Mas essa bosta fumegante, à falta de outra qualificação que me ocorra, teve direito a onze salas de cinema, só na região da Grande Lisboa.

E depois, filmes como este "Black Snake Moan" um musical de moral duvidosa ( cheio de alma e talvez até algo sexista), com banda sonora excelente (arrepia a pele) e actuações fantásticas, para formar um conjunto que, em meu ver, só reforçou minha vontade de um dia ver um daqueles bares do Mississipi, vão directamente para DVD. Posso estar enganado, e talvez uma qualquer sala obscura de Portugal o tenha passado, mas é absolutamente idiótico que a política de distribuição ignore este e outros filmes ( que é feito de "Bubba Ho-Tep" ou o mais recente "Once"?? - DVD com eles, está visto).

É apenas mais uma página do episódio a que as distribuidoras nos têm habituado neste cantinho. E a Medeia, de que sou cliente e assinante do cartão de cinema, resolveu arranjar uma forma ainda mais criativa de cortar custos. Além de ter o staff mínimo porque uma cabecinha pensadora resolveu que deixaria de existir lugares marcados ( a ideia da reserva de bilhetes torna-se, obviamente, obsoleta), acharam por bem desligar o A/C das salas, o que fez com que, quando fui ver o " O Reino", a experiência cinematográfica fosse ainda mais radical, já que fazia o mesmo calor dentro da sala que na Arábia Saudita, palco da fita em causa.

E depois admiram-se que a pirataria aumente...

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