Há uns meses, com a cabeça cansada, consegui intrujar uma amiga para ver um filme que já se adivinhava ser uma inanidade mental chamada Epic Movie. Foi, e confesso-o abertamente, o único filme que me obrigou a sair da sala antes que terminasse. Era tão profundamente idiota e inane que chegava a ser insultuoso. Mas essa bosta fumegante, à falta de outra qualificação que me ocorra, teve direito a onze salas de cinema, só na região da Grande Lisboa.
E depois, filmes como este "Black Snake Moan" um musical de moral duvidosa ( cheio de alma e talvez até algo sexista), com banda sonora excelente (arrepia a pele) e actuações fantásticas, para formar um conjunto que, em meu ver, só reforçou minha vontade de um dia ver um daqueles bares do Mississipi, vão directamente para DVD. Posso estar enganado, e talvez uma qualquer sala obscura de Portugal o tenha passado, mas é absolutamente idiótico que a política de distribuição ignore este e outros filmes ( que é feito de "Bubba Ho-Tep" ou o mais recente "Once"?? - DVD com eles, está visto).
É apenas mais uma página do episódio a que as distribuidoras nos têm habituado neste cantinho. E a Medeia, de que sou cliente e assinante do cartão de cinema, resolveu arranjar uma forma ainda mais criativa de cortar custos. Além de ter o staff mínimo porque uma cabecinha pensadora resolveu que deixaria de existir lugares marcados ( a ideia da reserva de bilhetes torna-se, obviamente, obsoleta), acharam por bem desligar o A/C das salas, o que fez com que, quando fui ver o " O Reino", a experiência cinematográfica fosse ainda mais radical, já que fazia o mesmo calor dentro da sala que na Arábia Saudita, palco da fita em causa.
E depois admiram-se que a pirataria aumente...
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