
A cada dia que passa tenho mais aversão a esta espécie de novo alfabeto ou léxico dito "sms". Para além dos adolescentes, homens e mulheres de vinte e poucos anos escrevem como se reproduzissem o som de uma boca cheia de favas quentes, em suposta afirmação de estilo ou irreverência. Mas nunca julguei que a verdadeira irreverência se confundisse com a burrice. A real irreverência prende-se com o questionar curioso e fundamentado das ideias, com o desafio a uma ordem com uma alternativa a essa mesma construção, e não, em meu modesto ver, com a desconstrução pura e simples.
A linguagem "sms" diz-me logo muito acerca de uma pessoa. Posso ser precipitado, mas revela-me uma atitude perante as coisas com a qual não demonstro simpatia apriorística. Revela um tipo de desordem que não me agrada especialmente, talvez porque as palavras me digam necessariamente muito. Talvez porque quem não se preocupe muito em comunicar de uma forma que não pareça um balbuciar infantilóide, dificlmente dírá algo que me interesse e vice-versa.
"Naum tenhu feitiu pra exas coizax...."
Tenham paciência...
2 comentários:
Não posso estar mais de acordo.
Nas mensagens de sms não ponho acentos, é certo, porque dá um certo trabalho, mas essa é a única concessão que faço (os ç continuam a ser cedilhados).
E os "bjs" põem-me doente, quando vindos de adultos. A minha sobrinha Marta, de 14 anos, já sabe que se está comigo no msn e lhe sai alguma parvoeira com kk a conversa acaba logo ali.
Eu tambem tenho a mesma reaccao que tu, Stephen King, e a forma como descreveste e' tal como eu penso.
Mas nao censuro quem o faz.
Porque se e' algo infantil, ha-de passar com a idade :)
Felizmente nenhum dos meus amigos tem essa mania :)
(By the way... nao estou a usar acentos aqui porque aqui na terra do Tio Sam os teclados nao teem acentos)
:)
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