
É complicado quando a nossa natureza combate o que deveriam ser os nossos instintos. Especialmente quando essa natureza abarca em si genuinidades que se mordem entre si, como irmãos conflituosos mas de essência necessariamente conjunta.
Resta-me então amar o que posso, da forma que me é possível, sentir que viajo, e agradecer dando aquilo que me surge natural, conquistado sem rendição.
Pé ante pé, cá vem, e lá vai.
Estou cá, sou eu, e no meio que fica entre este e aquele espaço mais além, estou, não mais pedra, mas mudando em pulsações entre o toque da carne, as palavras do que tenho o descaramento de chamar de alma, e a herança ígnea.
O mistério nunca somos nós, mas aquilo que provocamos em quem poderia fazer, ser e dar tantas outras coisas a tantos outros.
E no entanto.
Cá estamos. Naturalmente presentes, e sensíveis.
A todos aqueles que ainda que se julguem idos, permanecem, e aos que estando, ainda mais entram.
Siga.
2 comentários:
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A tua capacidade de racionalizar coisas à partida complicadas é fantástica!
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