As escolhas em torno do amor e da auto-identificação não são nem bonitas, nem fáceis. Não são epifanias, nem colares de flores conceptuais que fariam qualquer flatulência desaparecer num aroma mítico capaz de colocar costureiros famosos em guerra aberta pela fórmula. Não são instantes em que o mundo pára, ou nos quais os contornos da nossa personalidade se abrem como um mapa perfeitamente claro à prova de perguntas idiotas a autóctones que, como eu, nunca sabem a merda dos nomes das ruas dos locais onde moram. Não são flashes de sorte milenar assim qualficados por uma capacidade aturdida de julgar que o mundo parou ali para nos dar uma visão da simplicidade de todas as explicações de encaixe.
São apenas verdades, plenas de tudo o que as caracteriza, com a força de algo cuja identificação conceptual é impassível de debate subjectivo. São o que são, com a puta da dimensão que possuem, e levam tudo à frente.
O amor é muitas vezes é uma guerra fraticida entre aparentes siameses fundidos numa só esquizofrenia feita de tempo, vivência e confusão que tempo algum parece mascarar.
E no entanto, lá vamos nós. Vivos. Temos de ver e ouvir, pelo menos, e viva o velho, que sorte teremos se for só isso que a laranja mecânica em forma de coração nos permitir ver.
Mas que merda esta da beleza real da pureza de alguns conceitos.
Porra.
1 comentário:
Mas que merda esta da beleza real da pureza de alguns conceitos.
Porra.
Acho que no fundo aqui dizes tudo lol
Bom saber-te assim.
Beijinhos E.T.1 ;)
Enviar um comentário