Em duas penadas de inexplicável, algumas pessoas aprendem a ler-nos, ainda que as instruções que sobrem sejam em árabe, e estejam de trás para a frente...
E só isso daria para a elaboração de um tratado acerca da proximidade entre o desejo e o temor, o contorno real e a imagem projectada.
E mais não digo.
Porque não saberia o que acrescentar, diga-se...
5 comentários:
talvez seja essa a explicação do silêncio de alguns...herdado de outros. o ouvir e olhar que nos faz aprender a intuir. na mistura do que somos, do que herdamos, criamos, fizeram e desfizeram, sempre haverá pedaços de coisas boas, genuinamente boas que os outros conseguem criar ou recriar naquilo que somos...
Bem ou mal vamos aprendendo, é verdade. Até que ponto os outros afectam a nossa natureza pela sua maneira de ser e de estar no mundo, na vida, na amizade? Se pelo facto de serem próximos mas não não farinha do mesmo saco te afecta? Até que ponto isso incomoda? Até que ponto podemos ou devemos deixar que isso nos incomode? Se a nossa natureza é "dar" estarás sempre em desvantagem com quem não sabe receber, não valoriza ou pura e simplesmente tem-te como garantido, assim, como és, pela tua natureza. A mim o que me indigna é ao invés de se valorizar, mesmo que não se consiga dar, cobrar-se! Podemos não conseguir ser como tu, por exemplo, mas podemos sempre humildemente agradecer-te discretamente todos os mimos, as pequenas (grandes) atenções tens para com os amigos pois nem todos têm tempo e capacidade para devolver, mas basta um gesto, basta uma palavra para que os teus olhos brilhem.
É a tua natureza.
E eu digo, ainda bem!
em árabe.....
Nessa encruzilhada do desejo e da necessidade, não deixes nada: não voltarás lá nunca mais. Omar Khayyam.
Fizeste-me sorrir em árabe. :)
Beijinho.
Concordo a 200% com a Fipas :)
Ela disse tudo. acho que apenas algumas têm de ser porque não há como ser de outra forma.
E alguns apenas são-no.
((((tenho tantas fotos tuas no meu ipod!!! lololol)))))
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