Naquele primeiro instante, percebe-se.
Tanta gente desesperadamente ocupada a tentar sentir alguma coisa que nem sequer arranja tempo para perceber os hiatos gigantescos em que tal não acontece.
E disso são feitos os caminhos, em meu ver, para as melhores, as maiores e as mais numerosas perguntas.
Deixo a qualificação disso para outros mais capazes, mas desejo tal experiência a todos.
4 comentários:
(bah...prefiro sentir do que pensar... até porque se pensar muito, deixo de sentir com tanta intensidade).
Beijo.
Pois, eu cá prefiro embalar-me em ambos, confundindo-se conceptualmente. :)
Serão indissociáveis pensar e sentir? Por vezes penso que não. Cumprimentos.
Tal acto do sentir pressupõe uma bagagem que vem connosco, dos anos em que já sentimos mil e uma coisas de mil e uma maneiras diferentes. E isso não seria possível sem o saber ser o saber pensar.
Por mais atributos emocionais que me apliquem, no fundo todas as tomadas de decisão mais importantes da minha vida nunca foram baseadas em sentimentos, mas nos exercícios constantes do pensamento racional.
Agora, aquilo a que te referes, as tais temporadas de apatia em que nos debruçamos sobre aquilo que no fundo é mais importante (intercaladas pelas temporadas do sentir), no fundo acaba por nunca sê-lo, pois o material do sentir não é indissociável daquilo que se pergunta.
Nem o sentimento é idiota, nem o pensamento se desliga como se de um interruptor se tratasse.
Arrisco a dizer que isso é um cliché do mais falacioso que existe, meu caro, ao bom jeito de se dizer "que o amor é cego".
Quase nunca é. digo eu...
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