ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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sexta-feira, abril 11, 2008

Naquele primeiro instante, percebe-se.
Tanta gente desesperadamente ocupada a tentar sentir alguma coisa que nem sequer arranja tempo para perceber os hiatos gigantescos em que tal não acontece.
E disso são feitos os caminhos, em meu ver, para as melhores, as maiores e as mais numerosas perguntas.
Deixo a qualificação disso para outros mais capazes, mas desejo tal experiência a todos.

4 comentários:

egolândia disse...

(bah...prefiro sentir do que pensar... até porque se pensar muito, deixo de sentir com tanta intensidade).


Beijo.

SK disse...

Pois, eu cá prefiro embalar-me em ambos, confundindo-se conceptualmente. :)

Anónimo disse...

Serão indissociáveis pensar e sentir? Por vezes penso que não. Cumprimentos.

A disse...

Tal acto do sentir pressupõe uma bagagem que vem connosco, dos anos em que já sentimos mil e uma coisas de mil e uma maneiras diferentes. E isso não seria possível sem o saber ser o saber pensar.

Por mais atributos emocionais que me apliquem, no fundo todas as tomadas de decisão mais importantes da minha vida nunca foram baseadas em sentimentos, mas nos exercícios constantes do pensamento racional.

Agora, aquilo a que te referes, as tais temporadas de apatia em que nos debruçamos sobre aquilo que no fundo é mais importante (intercaladas pelas temporadas do sentir), no fundo acaba por nunca sê-lo, pois o material do sentir não é indissociável daquilo que se pergunta.

Nem o sentimento é idiota, nem o pensamento se desliga como se de um interruptor se tratasse.

Arrisco a dizer que isso é um cliché do mais falacioso que existe, meu caro, ao bom jeito de se dizer "que o amor é cego".

Quase nunca é. digo eu...