Gostava de ter asas. Mas não para voar. Não é isso que me ocupa a mente quando a ideia me surge. Gostava de ter asas. Ou que elas não se aparentassem tanto com elas próprias, no reduto da inegável inexistência de que padecem.
Ou será que gostava?
Será que na perseguição de tais coisas nas minhas costas, a perspectiva que deals tinha se mantinha a mesma? Ou a minha própria adaptação do motor moral do postulado da imortalidade da alma claudicará perante a sua própria explicação?
Será que no reconhecimento da natureza levanto-me no ar mais à custa dos dentes que das asas que não existem. Mas que se vêem(?).
Gostava de ter asas então.
Gostava mesmo.
3 comentários:
minha!
umpf.
:)
:)
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