Nos dias que correm, a mastigadíssima ideia do Sartre anda às voltas na moleirinha, talvez pela diametralidade de demonstrações que tenho encontrado.
Por vezes, numa estranheza impossível muito difícil de encaixar despreparadamente, dou comigo a abrir a boca em incredulidade. Ok, em ingenuidade, porque não é por falta ...de avisos que me façam, mas acho que, teimosa e desconhecidamente, nunca acho que seja possível. Acho sempre que as pessoas pensam bem no que dizem, pesam minimamente o que fazem, obedecem mais ou menos ao que os instinto humano (com todas as nuances de afecto e lealdade que isso implica) lhes vai ditando. E invariavelmente, encontro quem o faça, quem o faça alternadamente, que nunca o faça, quem siga o plano mesmo que seja alérgico a folhas de projecto.
E choco-me não com os erros, ou as asneiradas, porque sou praticante activo e proficiente dos mesmos, mas com a convicção profunda, a falta de capacidade de auto-questionar, a inderimível lógica de socialização.
As pequenas crueldades, ou as grandes, e os pequenos crimes que vão sendo cometidos, sem se ter a noção dos seus impactos, envenenam as normalidade, os reflexos afectivos , as quedas suaves nos raros estados de graça que existem porque outros existem connosco.
E no entanto cá andam elas, na descontracção dos dias que se querem cómodos, e como tal, em muitos casos, sem recorte que os faça únicos.
É tudo sem stress, tudo calmo, tudo sem consequências. Sem questões, sem compreensão ou mínimo denominador comum. E se é certo que não podemos evitar fazê-lo parcelarmente, tenho dificuldade em entender todo um passar de vida, de dias, de tempo, assente numa simples falta de eventualidades...
Não sei sinceramente como se faz.
Por vezes, numa estranheza impossível muito difícil de encaixar despreparadamente, dou comigo a abrir a boca em incredulidade. Ok, em ingenuidade, porque não é por falta ...de avisos que me façam, mas acho que, teimosa e desconhecidamente, nunca acho que seja possível. Acho sempre que as pessoas pensam bem no que dizem, pesam minimamente o que fazem, obedecem mais ou menos ao que os instinto humano (com todas as nuances de afecto e lealdade que isso implica) lhes vai ditando. E invariavelmente, encontro quem o faça, quem o faça alternadamente, que nunca o faça, quem siga o plano mesmo que seja alérgico a folhas de projecto.
E choco-me não com os erros, ou as asneiradas, porque sou praticante activo e proficiente dos mesmos, mas com a convicção profunda, a falta de capacidade de auto-questionar, a inderimível lógica de socialização.
As pequenas crueldades, ou as grandes, e os pequenos crimes que vão sendo cometidos, sem se ter a noção dos seus impactos, envenenam as normalidade, os reflexos afectivos , as quedas suaves nos raros estados de graça que existem porque outros existem connosco.
E no entanto cá andam elas, na descontracção dos dias que se querem cómodos, e como tal, em muitos casos, sem recorte que os faça únicos.
É tudo sem stress, tudo calmo, tudo sem consequências. Sem questões, sem compreensão ou mínimo denominador comum. E se é certo que não podemos evitar fazê-lo parcelarmente, tenho dificuldade em entender todo um passar de vida, de dias, de tempo, assente numa simples falta de eventualidades...
Não sei sinceramente como se faz.
1 comentário:
"O inferno são os outros"
Mas sobrevive-se mal sem os outros, sem sociedade e sem afectos.
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