Pode parecer estranha a banda sonora para o tema em questão, mas o paradigma das contradicções é, só para citar um exemplo, o mesmo encontrado para uma certa beleza achada nas coisas tristes.
A verdade é que de quando em vez vamos ouvindo algumas coisas, também daqueles que em muitas ocasiões (não todas, mas quem é que faz sempre seja o que for?) sabem o que dizem, e as questões surgem ao de cima.
Por vezes fazemos algo durante tanto tempo que nem sequer nos lembramos a razão pela qual se iniciou. Para os mais adeptos do Asterix, faz lembrar a história do burro do tio do Ocatarinettabellatchitchix. :) E no entanto consegue-se perceber o decorrer do tempo, a imensidão dos custos pequenos e parcelares cobrados à forma de viver que parecem assim tão injustificados. Tristezas mantidas a ferros, lembranças carregadas a custo, dúvidas e recriminações auto-infligidas por reflexo, e inexplicabilidades pintadas a negro desde que existe memória.
E que parvoíce. Que parvoíce termos de nos zangar em certa medida para lançar certas coisas ao ar. Que estupidez quase não ter pistas para uma calmaria connosco mesmos, e com aquilo que somos. Que ingenuidade alguma vez pensarmos que seria necessário termos cuidado com o que somos, e pior ainda, achar que pedir desculpa por isso alguma vez traria mais do uma ainda maior predação. Que patetice não sentirmos um calor pelas talvez poucas, mas tão verdadeiras coisas que temos, que nos respeitam na essência do que somos e como na verdade o apresentamos. Que lorpice não perceber o que realmente merecemos.
Posso levar anos até o perceber, mas não sou má pessoa.
Não sou mesmo. E isso, ter pelo menos a percepção disso, é toda a identidade que preciso de sentir como evidente e defendida. Porque o resto está adjudicado a quem quiser ver um pouco mais, perguntar qualquer coisa, e aceitar o que for.
Que inutilidade parece todo o tempo em que não nos sentimos minimamente bem connosco, à custa de externalidades vindas de quem acha que aquilo que somos claramente não interessa.
Que bom é achar que se calhar a culpa não é mesmo toda nossa... :)
A verdade é que de quando em vez vamos ouvindo algumas coisas, também daqueles que em muitas ocasiões (não todas, mas quem é que faz sempre seja o que for?) sabem o que dizem, e as questões surgem ao de cima.
Por vezes fazemos algo durante tanto tempo que nem sequer nos lembramos a razão pela qual se iniciou. Para os mais adeptos do Asterix, faz lembrar a história do burro do tio do Ocatarinettabellatchitchix. :) E no entanto consegue-se perceber o decorrer do tempo, a imensidão dos custos pequenos e parcelares cobrados à forma de viver que parecem assim tão injustificados. Tristezas mantidas a ferros, lembranças carregadas a custo, dúvidas e recriminações auto-infligidas por reflexo, e inexplicabilidades pintadas a negro desde que existe memória.
E que parvoíce. Que parvoíce termos de nos zangar em certa medida para lançar certas coisas ao ar. Que estupidez quase não ter pistas para uma calmaria connosco mesmos, e com aquilo que somos. Que ingenuidade alguma vez pensarmos que seria necessário termos cuidado com o que somos, e pior ainda, achar que pedir desculpa por isso alguma vez traria mais do uma ainda maior predação. Que patetice não sentirmos um calor pelas talvez poucas, mas tão verdadeiras coisas que temos, que nos respeitam na essência do que somos e como na verdade o apresentamos. Que lorpice não perceber o que realmente merecemos.
Posso levar anos até o perceber, mas não sou má pessoa.
Não sou mesmo. E isso, ter pelo menos a percepção disso, é toda a identidade que preciso de sentir como evidente e defendida. Porque o resto está adjudicado a quem quiser ver um pouco mais, perguntar qualquer coisa, e aceitar o que for.
Que inutilidade parece todo o tempo em que não nos sentimos minimamente bem connosco, à custa de externalidades vindas de quem acha que aquilo que somos claramente não interessa.
Que bom é achar que se calhar a culpa não é mesmo toda nossa... :)
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