Wilson: "I guess nobody get to choose who their parents are... I' not even sure anymore we get to choose who our friends are..."
Em certa medida, e claro que ajudará todo o contexto do episódio em causa, a amizade improvável destas duas personagens não é, mesmo em toda a aparente aleatoriedade, despida de razão.
A expli...cação, é certo, pode ser estranha, mirabolante mesmo. Pode assentar em argumentos que nem sequer se parecem com tal coisa. Pode parecer, e se pensarmos a frio será, um feixe de disparates. Mas em certa medida, para mim pelo menos apenas parcialmente, nem sempre sabemos exactamente a medida daquilo que nos atrai ou aproxima de alguém. Ou a persistência de tais afectos perante determinadas circunstâncias, ou a hipótese de que elas se concretizem.
Como qualquer coisa viva, esses afectos podem morrer, se a negligência for longa e prolongada, ou as agressões demasiado intensas e certeiras. Mas a génese de alguns laços pode comparar-se a um cacto, que quase tudo suporta, sem termos bem a noção do desígnio da natureza ao criá-lo assim. E como os cactos, têm espinhos, e o potencial para a dor é imenso. É, digamos assim, uma expectativa necessária perante a paradoxal beleza que o faz sobreviver aos momentos de sol ardente, à privação própria de qualquer deserto inóspito.
Outros serão como outras coisas mais frágeis, bonsais mariconços que mal aguentam uma brisa.
Seja como for, não é que a escolha esteja posta de parte. É a parcela desta que funciona involuntariamente que, em directa proporção à sua raridade e resistência, coloca questões interessantes, e mantém cactos vivos mesmo nos locais onde somos mais inóspitos e, consequentemente, também assim humanos.
Em certa medida, e claro que ajudará todo o contexto do episódio em causa, a amizade improvável destas duas personagens não é, mesmo em toda a aparente aleatoriedade, despida de razão.
A expli...cação, é certo, pode ser estranha, mirabolante mesmo. Pode assentar em argumentos que nem sequer se parecem com tal coisa. Pode parecer, e se pensarmos a frio será, um feixe de disparates. Mas em certa medida, para mim pelo menos apenas parcialmente, nem sempre sabemos exactamente a medida daquilo que nos atrai ou aproxima de alguém. Ou a persistência de tais afectos perante determinadas circunstâncias, ou a hipótese de que elas se concretizem.
Como qualquer coisa viva, esses afectos podem morrer, se a negligência for longa e prolongada, ou as agressões demasiado intensas e certeiras. Mas a génese de alguns laços pode comparar-se a um cacto, que quase tudo suporta, sem termos bem a noção do desígnio da natureza ao criá-lo assim. E como os cactos, têm espinhos, e o potencial para a dor é imenso. É, digamos assim, uma expectativa necessária perante a paradoxal beleza que o faz sobreviver aos momentos de sol ardente, à privação própria de qualquer deserto inóspito.
Outros serão como outras coisas mais frágeis, bonsais mariconços que mal aguentam uma brisa.
Seja como for, não é que a escolha esteja posta de parte. É a parcela desta que funciona involuntariamente que, em directa proporção à sua raridade e resistência, coloca questões interessantes, e mantém cactos vivos mesmo nos locais onde somos mais inóspitos e, consequentemente, também assim humanos.