Será talvez uma conclusão agridoce, ou, em meu ver, até algo lógica.
A invisibilidade é perfeitamente possível. Além disso, é fácil.
Claro que em muitas coisas, aquilo que nos vai acontecendo, e permanece no desconhecimento de outros, goza da nossa cumplicidade necessária. Mas a capacidade de observação é isso mesmo. Nã...o é saber, mas franzir a sobrancelha e questionar. Ter alguma noção que algo não está exactamente bem, ou normal.
A invisibilidade é perfeitamente possível. Além disso, é fácil.
Claro que em muitas coisas, aquilo que nos vai acontecendo, e permanece no desconhecimento de outros, goza da nossa cumplicidade necessária. Mas a capacidade de observação é isso mesmo. Nã...o é saber, mas franzir a sobrancelha e questionar. Ter alguma noção que algo não está exactamente bem, ou normal.
Eu normalmente isento os outros dessa "responsabilidade". Sou, por convicção, se bem que nem sempre explicável até para mim, algo de ostra. Tendo a ter uma relação algo esquizofrénica com a protecção necessária dos meus pontos vulneráveis e um desejo estúpido de que alguém observe e perceba qual o impacto, numa espécie de candura empática que acalma o espírito e traz um tipo de reconhecimento sentido. Bem sei, não faz sentido nenhum, mas é a melhor definição que consigo dar. Guilty as charged...
No entanto, não consigo senão reparar o quão facilmente com que se logra essa invisibilidade, e como isso gera, em tantos casos, a retroalimentação da vontade para que assim continue. Que tantas das coisas que são preciosas, ou que vulnerabilizam porque acontecem, ficam tão bem guardadas com o mínimo de esforço. E que o medo tem afinal tantas formas.
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