
Por vezes temos sorte.
Temos a sorte de poder ver coisas únicas, de experienciar outras que nos fazem sentir não pequenos, mas felizes perante a gradiosidade de algo que não precisa da nossa opinião para rigorosamente nada, mas ao qual o passar do tempo deu um formato que envergonha as palavras e faz cair o queixo.
Por cima da Capadócia o tempo parece outro, as cores e os formatos são irreais e a beleza arrasadora. Suspensos no ar, a voar lentamente, o vale de Gorem, as chaminés das fadas e outros abrem-se numa multiplidade de filigranas rochosas que forçam o silêncio.
E nestas alturas não posso senão ser grato. Pelo que pude ver, o quão melhor isso me tenha tornado pelo feliz que fui ao poder ver, sentir e perceber tudo o que se passava à minha volta, e sobretudo a 1.700 m abaixo de mim.
Além disso, tudo brindado pela companhia de algumas pessoas que tornaram tudo ainda melhor.
Por vezes tenho sorte.
Mesmo.
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