Percebe-se o porquê do silêncio do "nosso" cardeal patriarca (nosso é forma de dizer porque esse senhor em nada me representa) relativamente aos escândalos da Igreja Católica, e da cumplicidade do Vaticano relativamente aos crimes praticados pelos seus acólitos. Percebe-se a falta de vergonha e mínima honestidade intelectual quando há uma pregação idiota relativamente a uma moral já bacoca e segregacionista, quando a imoralidade é vista com sobranceria no próprio quintal de Ratzinger.
As pessoas que estiveram na Praça de São Pedro a ouvir o papa (que entre outras coisas aceita a continuidade do serviço de molestadores de crianças) aceitam por inerência esta atitude. Ao reconhecer autoridade ao Vaticano, estas pessoas simplesmentes aceitam as suas atitudes, a sua forma de agir, e a dualidade de critérios de uma organização que, para além de demonizar coisas essenciais como a saúde pública sexual ou o planeamento familiar, mostra a verdadeira face. Uma face de poder, de despostismo, e a velha ideia do faz o que te digo, não faças o que eu faço.
Até quando é que o Vaticano vai poder manter esta vergonha impune? Até quando é que uma organização tentacular como esta passará incólume face a actos que teriam já causado furor judicial numa qualquer outra organização que ocultasse e realocasse criminosos?
A atitude do cardeal patriarca, como de todos quantos se reuniram em apoio ao papa na sua cumplicidade com estes crimes é mais do repugnante, é também um insulto para as pessoas que sofreram às mãos dos moralistas da pacotilha que levaram a sua lavagem cerebral a crianças, e não só para as doutrinarem...
Uma vergonha instalada, aos olhos de todos.
Que mundo triste este...
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