ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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segunda-feira, dezembro 06, 2010

De todos os anos em que o final de ano traz alguns auspícios menos luminosos, este é talvez aquele que mais temor traz. E isto por várias razões. Há toda uma precipitação subjacente a esta altura do ano, em que inúmeras coisas teimam em acontecer, e todas em simultâneo. Uma delas poderá nem sequer ter solução, e quebrar-se assim a ténue e suave haromina calorosa de um tempo que, embora possa ser qualificado como escapismo, para mim é uma lufada de ar fresco, com retornos a tempos antigos de ideias menos tingidas pelo passar de algumas matizes menos felizes.

Por alguma razão estranha, surge-me como uma luz sobre a recordação necessária de pequenas coisas. Pequenos nadas, minusculos fenómenos que jamais passam despercebidos, mesmo perante aqueles para quem o findar do ano não passa de um aumento de neón nas noites que surgem precoces.

Mas este é um ano diferente. E no entanto, algo resiste, embora eu próprio já não saiba muito bem como nem porquê. Só espero que continue a funcionar de forma inconsciente ou automática. Estou farto de pensar.

1 comentário:

Anónimo disse...

É curioso, sempre me disseream que pensava demais.
Afugentava qualquer hipótese de um acto impulsivo ou menos reflectido... E por essas e por outras, muitas vezes, pensei se não estaria a deserdiçar uma boa oportunidade... de ser feliz, pex! Mas era mais forte que eu...

Se existe uma luz... agarre-a ou vá ao seu encontro. Porque não? O que tem a perder?
Há sensações que existem por uma razão, mesmo que - agora - não a consigamos ver. Mas está lá.
Deixe-se ir nesses raios de luz!!!

Tantos anos vivemos protegidos por uma armadura que nos ajudou em tantos momentos da na nossa vida. Mas chega uma altura em que devemos arriscar! Livre-se da sua. Viva a vida como ela se lhe apresenta... cheia de fragilidades, emoções, alegrias...até mesmo dor. Porque também faz parte.