ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


Partilhar informação @ estacoesdiferentes@gmail.com

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Old habits Die Hard.


É pelo menos o que costumam dizer. E a verdade é que mesmo perante cenários menos luminosos, quer os que se vivem, quer alguns dos que se aproximam, andam por cá alguns tiques teimosos que obrigam a cravar as unhas nos únicos rituais meio inocentes e patetas que me restam. São coisas das quais me recuso a abdicar, talvez porque fazem parte de algo que vive sem a minha interferência. É, em certa medida, quase uma medida de expectativa meio parva, assente numa pequena antecipação feita de coisas que, na grande maioria dos casos, não acontecerão. Mas o Scrooge, as luzes da árvore em meio à penumbra, as cores na cidade e os pequenos nadas em preparação que dão o gozo associado em fazer algo para alguém, ainda que pequeno ou parco, estão lá. E é verdade que, quando as cores não são as mais radiosas, há um acre que parece penetrar até aos ossos, e teme-se um bocadito aquele instante em que aquelas pequenas expectativas são postas de parte com maior ou menor dose de realidade, mas há qualquer coisa que dura um bocadinho. E um bocadinho, nos dias que correm, é algo que se agarra como se de uma referência se tratasse.
E ouço as diatribes destrutivas do costume, com as denúncias amargas dos consumismos e das hipocrisias e quejandos, mas arrisco a dizer, talvez, que a fúria com que são pronuncidas só anuncia um desejo de que aquelas não aprofundassem as chagas do ano que nesta altura secam e aumentam. No fundo, é uma espécie de denúncia inversa, parece-me, porque há algo nestas alturas que potencia a visão que alguém tem de si mesmo, e os ritmos do leviatã social movem-se como milhentas peças de dominó que completam um desenho. E a figura, penso eu, é o desejo expresso de que a quadra, o ano, o minuto ou o instante, sejam potenciadores do valor da vivência e da capacidade de relativizar dor a cada sorriso que escape. Por mais difícil que (me) seja nesta altura.
Não alinho obviamente pela injecção de boa disposição à pressão que até é mais direccionada ao fim de ano, mas também tenho dificuldade, talvez pelas minhas inocencias teimosas, a aceitar que em meio ao frio que parece abrilhantar ainda mais as cores, não haja a capacidade para desejar algo, por mais absurdo que seja, por simples antecipação desse mesmo desejo. E no fundo, esperar que a manutenção teimosa de uma certa incapacidade para ressentir seja mesmo algo que me ultrapasse e assim permaneça. Posso sentir, e facto acontece, por mais que possa não parecer...


Por isso, e porque sei que essas coisas (nunca) dificilmente acontecem, fica uma Wishlist (material, porque a outra depende de factores mais sérios, e não estou capaz de aprofundar agora, por mais que os deseje fervorosamente - bear with me...), porque afinal de contas, o tipo de vermelho pode ser o funcionário da casa da sorte vestido à moda da quadra... :) E disparate por disparate, why not? Esta é a minha casa mesmo, portanto, posso andar com qualquer pijama, por mais ridículo que seja.


Assim:


- Uma casa nova
- Uma Máquina SLR (Canon EOS ou Nikon) com uma objectiva simpática e um obturador que me permita manter estático o que se mexe :)
- Um carrinho de compras (de supermercado) na FNAC
- Um Tagheuer (se bem que já me contento com um Boss ;))
- Uma TV -  LCD não LED -  de tamanho considerável (um amigo meu até sabe o modelo certo e tudo:))
- Um Mini Cooper D
- Uma Viagem aos EUA, Austrália ou Nova Zelândia
- As restantes coisas, desde roupa, perfumes, livros, discos rígidos portáteis, filmes, etc, são sobejamente conhecidos nos seus formatos e preferências e não cabem bem nestes delírios pela sua óbvia "normalidade". :)


2 comentários:

Anónimo disse...

:)!!!

I wish that you get everything (or almost everything) you wish!

Merry Xmas!!! ;)

Anónimo disse...

Sabe o que mais gozo me dá nesta altura do ano?
O momento em que assisto o rasgar do papel daquele presente que tanto demorei a escolher... e a reacção da pessoa ao descobrir o que o papel esconde! São várias: o espanto seguido de um olhar sorridente de "como adivinhaste"? E o sorriso de quem adorou! O brilho nos olhos que vale mais que qualquer palavra!
É tão bom!!!!

Por mais simples ou insignificante que seja o presente que escolho tenho sempre a pretensão de achar (pelo menos desejo) que é o presente perfeito para aquela pessoa! Por foi, de facto, escolhido a pensar exclusivamente nela.

Não imagina o gozo que me dá!
Ou talvez imagine... :)

Espero que todos os seus desejos se realizem.
Certamente esta lista ajudará os mais indecisos. ;)

Mas, para além desta lista material, espero alguém consiga adivinhar a "outra" que não partilha aqui.
Do que percebo deste seu espaço e retiro das suas palavras parece-me que merece(rá)!

Desejo-lhe umas festas felizes e que 2011 lhe traga tudo o que deseja!