Acho que é comum a ideia de um desejo de justiça como corolário da necessidade de certos eventos. Especialmente quando as pessoas têm a noção de que o individualismo ou as ferozes reclamações do próprio estômago e umbigo já foram longe demais. Sei que é uma ingenuidade, e sei que a definição das coisas está definitivamente no balanço do poder e como este pode ser gerido. Por outro lado imagino que em meio ao fogo da auto-centralização está a cegueira própria do que há já muito foi o abandono do pensamento, do senso, da lógica que não seja produzida nas entranhas.
E é engraçado como há quem simplesmente se orgulhe disto. No epicentro de uma necessidade de prevalência dessa vontade, há todo um esquecimento do que é a mínima capacidade de tentar ver o próximo. Há, sim, uma espécie de despotismo auto-justificativo, quase um culto da personalidade (que vemos, por exemplo, no nosso país) que esquece coisas simples como factos, lógicas, axiomas, consequências.
Mas, sinceramente, espero que em certa medida as coisas acabem por revelar-se pelo que são, que a verdade, como fundamentação da realidade enquanto aquilo que é, não seja apenas uma espécie de brincadeira idiota de alguns meninos perdidos, algures numa ilha tropical, com um Deus morto num trono acidental.
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