ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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segunda-feira, abril 11, 2011

Não sei bem se será. Em bom rigor, acho que em grande parte a consciência da lógica predatória de poder deixa apenas lugar às "pequenas" bondades, honestidades e morfologias de amor. Começa a ser cada vez mais complicado ter a noção de um "Bem" enquanto substrato universal, na sociedade em geral, com base em perspectivas que não sejam relativizáveis com o velho argumento da "cultura". Talvez o que seja possível sejam as "pequenas bondades", os gestos, o microcosmos de humanidade que dispensamos nas acções mais comuns e quotidianas. Diziam os ingleses que "casa" é onde está o coração. Eu tenho outras ideias, vá, somadas a essa. Talvez a ideia de coração, da concretização da nossa "finalidade" enquanto seres sensíveis e portadores de afecto, esteja no que consideramos casa ou quintal. Aquele pedaço de mundo que ainda é "nosso", onde se cultivam coisas que plantámos, outras que nem sabemos como lá aparecem, e que se alimentam do que de bom realmente lhe possamos fazer. Não vejo aí uma espécie de convicção de obrigatoriedade, mas somente uma evidência cristalina e plena nos seus efeitos.
No fundo, é a essa mesma casa que estamos sempre a tentar chegar... Acho eu. E se o mundo não serve e a honestidade é uma espécie de pilhéria infantil a disciplinar rapidamente, então só resta a  simples faculdade de dar qualquer coisa a alguém, como reduto último dessa liberdade inexpugnável.
Talvez seja... mas muito mais pequeno...

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