Pára lá um bocadinho. Sim. Respira. Toca em qualquer coisa só para perceberes que não estás a pairar em pleno ar, que as situações são num nó feito de cordas tecidas em filamentos do possível e gerível.
Aceita que estás a descobrir como se faz. Que não tens muita certeza, mas ao apagar a luz a lógica da certeza e definição toma conta daquilo que já lá está antes que a mente construa o cenário e o estratifique.
Aceita que mesmo em meio ao muito que te pertence, escorregarás na dúvida do que te atreves a perguntar. E perante as paixões próprias da natureza que te faz questionar constantemente, está o corte fervente do reconhecimento. De quê? Do que é teu. É e provavelmente nunca deixará de ser. Do que vive porque em certa medida está solitário contigo e solidário com tudo o que lhe apresentas, apesar de abanar a cabeça em empática compaixão. Do que te come vivo(a) começando pelos lábios, lingua e dedos, para que tenha a perfeita noção de que toda a tradução que faças não passa da tentativa de passar essa informação adiante. Do mar que oscilava ali à frente e causava o que não podias explicar. Da denúncia pelos olhos. Pelas pistas, pelos dentes, pelas cicatrizes, pela simples incapacidade de te verteres num copo e directa percepção de um algo complexo no palato, que não se esquece, precisamente porque não se sabe mutio bem o que é.
Nem tudo é um caos estúpido, nem todas as aleatoriedades são impurezas ou desperdícios a retirar do caldo. É o que esperas. É o que se espera. Sim. É.
Já paraste?
Não?
Claro que não.
Pois com certeza que não, porra...
Sorri (so)...
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