ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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quarta-feira, abril 13, 2011

Pára lá um bocadinho. Sim. Respira. Toca em qualquer coisa só para perceberes que não estás a pairar em pleno ar, que as situações são num nó feito de cordas tecidas em filamentos do possível e gerível.
Aceita que estás a descobrir como se faz. Que não tens muita certeza, mas ao apagar a luz a lógica da certeza e definição toma conta daquilo que já lá está antes que a mente construa o cenário e o estratifique.
Aceita que mesmo em meio ao muito que te pertence, escorregarás na dúvida do que te atreves a perguntar. E perante as paixões próprias da natureza que te faz questionar constantemente, está o corte fervente do reconhecimento. De quê? Do que é teu. É e provavelmente nunca deixará de ser. Do que vive porque em certa medida está solitário contigo e solidário com tudo o que lhe apresentas, apesar de abanar a cabeça em empática compaixão. Do que te come vivo(a) começando pelos lábios, lingua e dedos, para que tenha a perfeita noção de que toda  a tradução que faças não passa da tentativa de passar essa informação adiante. Do mar que oscilava ali à frente e causava o que não podias explicar. Da denúncia pelos olhos. Pelas pistas, pelos dentes, pelas cicatrizes, pela simples incapacidade de te verteres num copo e directa percepção de um algo complexo no palato, que não se esquece, precisamente porque não se sabe mutio bem o que é.
Nem tudo é um caos estúpido, nem todas as aleatoriedades são impurezas ou desperdícios a retirar do caldo. É o que esperas. É o que se espera. Sim. É.
Já paraste?


Não?
Claro que não.
Pois com certeza que não, porra...
Sorri (so)...

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