Por mais que se tenha em mente certas concepções, não existem reais simplicidades. Tudo é complexo, entrelaçado em pequenos teares que nascem connosco e nos cobrem em malhas cada vez mais apertadas.
Olhar à volta é ver que nada se simplifica. Talvez não seja nada, mas apenas muito pouco. O carácter multifacetado daquilo que nos prende de uma forma e nos liberta no outro extremo é a directa demonstração do que não conseguimos exactamente demonstrar e nos faz experimentar uma inexplicável tristeza. É o que de nós quer verter para que permita que algo seja visto e sejam necessárias cada vez menos perguntas. Tememos cada perda com dores próprias, que rasgam a integridade da nossa figura com a necessidade de sermos simplesmente mais humanos e reconhecedores da passada de outros. Abraçamos cada triunfo com o sorriso de quem não pode acreditar o tanto que custa perceber que surpreende mais o que nos trata bem do que o que nos dilacera. E depois profere-se uma linguagem feita de sussurros temerosos, de vulnerabilidade branda, de desejo por abraços de aço e uma voz dissuasora de algozes eficazes. Nada é simples porque a busca de pertença usa os riscos das cicatrizes para baralhar a cartografia dos mapas de que somos feitos. E ansiamos, sofremos, queremos, fazemos, e resta apenas a simplicidade própria de esperar o melhor porque se fez o possível. Assim são todas as formas de amor. Assim arriscamos pelo menos a pensar que aquilo que nós dói também pode, por mais improvável que seja, "curar-nos". Não existem reais simplicidades. Só existimos nós. E isso já é um cabo dos trabalhos...
Olhar à volta é ver que nada se simplifica. Talvez não seja nada, mas apenas muito pouco. O carácter multifacetado daquilo que nos prende de uma forma e nos liberta no outro extremo é a directa demonstração do que não conseguimos exactamente demonstrar e nos faz experimentar uma inexplicável tristeza. É o que de nós quer verter para que permita que algo seja visto e sejam necessárias cada vez menos perguntas. Tememos cada perda com dores próprias, que rasgam a integridade da nossa figura com a necessidade de sermos simplesmente mais humanos e reconhecedores da passada de outros. Abraçamos cada triunfo com o sorriso de quem não pode acreditar o tanto que custa perceber que surpreende mais o que nos trata bem do que o que nos dilacera. E depois profere-se uma linguagem feita de sussurros temerosos, de vulnerabilidade branda, de desejo por abraços de aço e uma voz dissuasora de algozes eficazes. Nada é simples porque a busca de pertença usa os riscos das cicatrizes para baralhar a cartografia dos mapas de que somos feitos. E ansiamos, sofremos, queremos, fazemos, e resta apenas a simplicidade própria de esperar o melhor porque se fez o possível. Assim são todas as formas de amor. Assim arriscamos pelo menos a pensar que aquilo que nós dói também pode, por mais improvável que seja, "curar-nos". Não existem reais simplicidades. Só existimos nós. E isso já é um cabo dos trabalhos...
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