ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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quinta-feira, julho 07, 2011

Quando se encolerizam, as pessoas só dizem dois tipos de coisas. Agressões impensadas, ou verdades que resguardam com o cuidado da afeição. E quando, por sua vez, são estas que emergem, percebemos até que ponto elas vão, e o quão sentidas são por quem as profere e guardou durante tanto tempo. E guardará.
Quando assim é, por mais dolorosa que seja a conclusão associada a essa verdade, não vale a pena escapar-lhe. Ou sequer tentar. Temos apenas a revelação de algo que tentámos toda uma vida alterar, apenas para perceber que certo tipo de esforços de nada valem porque nunca conseguimos senão dar essa imagem ou conceito de nós próprios. E é aí, que ao percebermos as ineptitudes e insuficiências, só podemos escolher, igualmente, uma de duas coisas. Continuar a tentar alterar aquilo que nunca se alterou, ou mudar, assumindo em pleno um papel que ainda que não reconheçamos, é o que acabamos por ter. Lamentavelmente, na cólera de certas coisas, surgem verdades dolorosas, e sabemos exactamente, a olhos importantes, aquilo que de não passamos. E assim é tempo de mudar, e aceitar isso mesmo. Viver de acordo com o que se é, ainda que julguemos uma coisa, e percebamos, ao longo de tanto tempo, que nunca deixaremos de ser uma (pequena) outra. Assim seja.