Do ponto de vista estritamente lógico, a medida da eficácia é incontestável. Quando queremos aplicar um golpe, e temos para nós que ele deve ser eficaz e maximizar o seu efeito, a premissa é simples. Atingir onde dói. Mesmo. Não é neurocirurgia, só a vertente mais feia de senso comum. Simples, se é para fazer, que seja à séria.
Mas quando a desproporção se instala, como é que se racionaliza um impacto demasiado grande para uma premissa que nunca o justificou? Será a lente de aumento trazida precisamente pelo antónimo de um juízo, ou seja, quando a racionalização fecha a loja?
Não faço ideia.
Muitas pessoas têm de facto um talento imenso para desenhar o que não está lá, para tomar o númeno pela sombra, para argumentar com a insubstancialidade, para fazer de uma dentadura de plástico as pretensas fauces de monstros verdadeiros. Ainda que, e sempre, os motivos para tal sejam sempre arredios e mal contornados, como as sombras nas quais nada se vê mas muito se adivinha.
Eu cá por mim gosto mais de coisas como as que proferia o Adivinho Prolix:
"Tambem lês na cerveja?"
"Quando bem tirada, torna-se muito legível!"
Lá está, a bebedeira do espírito faz ver coisas... é chato é que muitas delas são mal intencionadas...
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