Do que percebo, a propósito das muitas coisas em que me engano, é que a dúvida instala-se e com ela a implacável metodologia da reanálise. Talvez não devesse ser o primeiro instinto, mas a verdade é que o movimento inicial é de auto-dúvida. O que está mal feito tem de ter responsabilidade própria. Seja por insegurança, pela consciencia dos fios mal ligados e as peças defeituosas, porque não consigo ficar descansado onde outros tanto repousam e vice-versa, ou porque os efeitos de tantas coisas ultrapassam qualquer ideia ou intenção que pudesse inicialmente ter tido, a verdade é que as minhas explicações levam tempo a assentar. Aquelas que dou a mim, através da análise lógica das coisas, conseguindo sentir-me bem comigo muito menos vezes do que as minhas férreas teimosias poderiam dar a entender ao observador.
No fundo quero perceber. Olhar para os outros olhos, ouvir as outras vozes e perceber exactamente de onde vêm o motivo do que se passa. Especialmente quando a tendência é para fugir e encaracolar, levando tudo dentro do saco.
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