Sempre tive a ideia que deveríamos tentar ao máximo ser agradáveis e o melhor possível para os que nos rodeiam. E se não pudermos fazer nada de bom, pelo menos não fazer mal. Parece-me uma premissa lógica e perfeitamente enquadrável. Erguer e não deitar abaixo. Construir e não terraplanar. fazer e não constribuir para desfazer.
Simples.
Adjacente a esta ideia está, obviamente, a clara noção de respeito pelas visões distintas, mas, claro está também, desde que estas consigam de alguma forma argumentar-se a si mesmas quando são antagónicas. Simplificando, se olhamos para um azul-turquesa, é perfeitamente aceitável que uns digam verde e outros azul. E cada um argumentará a razão pela qual a cor lhe parece uma ou outra, embora este admita que este não seja um bom exemplo porque é complicado argumentar cores. Mas se a ideia for contrapor que o azul turquesa é afinal um claro amarelo, a coisa aí já se complica. E porquê? Porque os códigos são incompatíveis e as pessoas perdem a capacidade de argumentar porque nem sequer falam da mesma coisa.
É a chamada conversa de surdos ou cegos, ou o que se quiser chamar-lhe. Até acredito que se possa tentar ver o ponto de vista do amarelo, porque afinal o verde (sim, eu acho que o azul turquesa é, a mais das vezes, um verde estranho) é composto de amarelo e azul misturados. E é aqui que entram os malfadados montadores de cavalos de madeira gigantes e os entrincheirados. E a asneira começa, porque ao tentar ver mesmo os pontos diferenciados, o que é tentativa de arsmitício é tomado por agenciamento duplo ou "troca-tintice".
Lamentavelmente.
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