No escuro, é mais complicado ter insónias, e assim estender o que se pensa até que o tempo ameaça simplesmente parar. A certa altura não se tem optimismos ou pessimismos. As coisas passam, os fenómenos decorrem, sem no entanto realmente passarem. A vida abre-se, estranhamente contrariada, como se as opções não fossem dadas mas empurradas como carvão para dentro de um forno cujo fogo tem pretensões de perenidade. É um imenso volume na biblioteca que se encaixa, e o estrondo do eco é a denúncia do mais complicado tipo de histórias. As que teimam em ir devastando mesmo depois do estalido da contra-capa.
As nossas.
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