ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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segunda-feira, abril 08, 2013

 
Sendo que esta é a minha casa, e estou há 13 horas agarrado a um computador e ao powerpoint e centenas de pdf, e como o cansaço não é dos melhores conselheiros, e sinceramente também não me interessa qualquer espécie de escrutínio porque já via a utilidade que tal coisa tem, mais vale dar uns gritos e fazer pequenas reflexões sobre aquilo que é um olhar critico sobre a nossa vida. E o que é que se vê?
Os últimos anos de trabalho, de esforço, de um olhar vá, pelo menos aberto a hipóteses, a conjunturas mais plenas de uma porcaria de um raio de sol que teima em não aparecer, ou se aparece, vem gelado. Aquilo que constanto da natureza humana é que ela não me faz sentido algum, e parece mais sesnato sair dela, despindo tudo ao osso em cima do qual se escrevem as perguntas sem resposta, a essência contingente da vida onde a desconstrução pode surgir com um abraço ou simplesmente ser negada.
A natureza humana chateia-me demasiado com as suas ambiguidades, as suas bipolaridades que mais podem é ir, secretário de estado dixit, tomar no cu mas pelo menos que eu não me chateie tanto a mim, que não me aborreçam tanto as minhas parvoíces, as coisas pequenas que me parecem grandes e aquilo que não tenho senão opção de guardar cá dentro, cravadas a sangue por colheres rombas ou dedos sem sangue.
É uma merda reencontrar-me no desassossego, um pouco como aqueles tipos que só encontram os papéis no meio da confusão. É uma coisa de abjecção egada a ausência de desgraça mas que se sente assim, o túnel longo das minhas percepções, aquilo de que quero gritar ao céu, mesmo sabendo-o escuro, fechado, embalado pela total noção de que nada é nada, e que se o sentirmos, então é tudo. Amar com a cabeça e pensar com o coração, que ditame, que brilhantez desolada no meio das conclusões a que teimo em não chegar.
Chega-te para lá, digo-me.
Povoas-me demasiado. Povoo-me demasiado.
Chega.
 

1 comentário:

Nuno Guronsan disse...

E agora que já bradaste aos céus e libertaste um pouco dessa angústia, aqui tens um forte abraço à distância. Para que não fiques completamente desacreditado da natureza humana.

Abraço forte, meu caro amigo.