ESTAÇÕES DIFERENTES
"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."
Stephen King - "Different Seasons"
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sexta-feira, maio 24, 2013
Sei que teimo em entender uma série de coisas por força de algo que
tenho, mas supostamente não se deve ter. Sei que temerei muito menos aquilo que
ao menos conseguir perceber. Nem que seja minimamente. Nem que seja por um
instante.
Por vezes o
medo, ou alguma forma de incompreensão, surge como um instinto. Vejo, ouço ou
como que adivinho uma pequena nevoa que não se dissipa, e isso leva-me a tentar
desmontar as suas moléculas. Se for vapor de água e não um mini-espectro
perdido, lá está, torna-se tudo muito mais fácil.
Tentar
entender, por força do medo, ao invés de reagir, é a defesa de um estado de
abrangência ou acolhimento. Assim, deixamos para trás aquilo que optámos não
ter precisamente porque ao perceber o que era, isso, ou nós, são capazes de uma
decisão que podem explicar. A quem? A si próprios, como é evidente.
Ao tentar
perceber, levo estupidamente a peito. O quê? Muita coisa. Demasiada. Mas levo.
Que fazer? Levo a peito porque trago comigo a tal importância que também não
consigo deixar de dar. E aí, a dificuldade em explicar é toda minha, porque se
posso passar bem alguns conceitos, a razão pelas quais eles se agigantam já é
quase tanto um mistério para mim como para quem se confronta com isso.
No fundo,
tento entender porque domo mal a minha capacidade de desconsiderar. Se bem que
melhorei muito. Evita-me, em certa medida, agruras com a sensibilidade, já
escudada com uma lucidez que aprimora o prato bom da balança até que eu o possa
ver tão perto, e o outro possa ignorá-lo por tão longe que se encontra.
Teimo em
dissecar porque mesmo na defesa das minhas “inexplicabilidades”, tenho de
arranjar uma tentativa de pelo menos as metaforizar. De lhes dar um corpo. Porque,
em muitos casos, são o que tenho para dar, porque são aquilo que sou.
E o melhor
mesmo é que consigo aprender. Consigo mesmo. E isso acaba por ser em si, uma
explicação. Uma paz.
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