Conforme vamos andando, ficamos mais confusos. Também achamos que temos mais e melhor noção do que temos de fazer. Mas funciona como um duplo processo de certificação. Sabemos que temos menos certezas, mas apostamos mais na defesa da melhor hipótese. No fundo é só isso que permite afastar níveis de cinismo insuportáveis. Apostamos forte no que achamos predominante até nas coisas que nos deveriam ser certas, e logo se vê. Até se pode dar o caso de pessoas de quem gostamos se tornarem insuportáveis ou o contrário. Mas como isso parece uma certeza, pomos uma parte em dúvida e reforçamos a outra. E assim se espera sobreviver. Há gente de quem gosto que volta e meia me apetece mandar pela ribanceira abaixo. Muitos não fazem ideia do que digo ou do que quero, e como tal, apareço-lhes como outra coisa. Como tenho a certeza que a culpa (também) será minha, aposto forte na hipótese em que partilhemos responsabilidades. E é assim que o afecto se renova, mesmo quando envelhece e se incompatibiliza.
ESTAÇÕES DIFERENTES
"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."
Stephen King - "Different Seasons"
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