ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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quarta-feira, setembro 13, 2017

ADMIRÁVEL MUNDO... QUALQUER COISA




Criação de “emojis” adaptados à fáceis do portador do aparelho. A ideia da “hiperexclusividade” ou noutras palavras, como é que se obedece à desastrosa fixação do crescimento infindo criando uma espécie de companheiro virtual que fará do silêncio dos restaurantes uma realidade ainda maior? Os furtos de telemóveis vão aumentar certamente, embora a ideia de personalização do dispositivo impeça a reutilização destes aparelhos, a não ser que a receptação venha ser feita por hackers com uma corrente de redistribuição para competir com as vendas a prestações das operadoras.

Seja como for, relembrando o que disse Bill Maher há tempos num dos seus programas, a ideia do crescimento constante parece ser algo que traz a noção da criatividade a todo o custo, mesmo que haja coisas um pouco sinistras, em meu ver, apenas para apresentar mais uma acrobacia que pode levar a que seja uma solução sensata trocar um telemóvel de 650 Euros por um de… 1000.

Sou insuspeito, julgo eu, porque também a minha central telefónica portátil há muito que deixo essa exclusividade de uso para se tornar desde leitor de música a máquina fotográfica de recurso. Mas depois deparamo-nos com isto -  Foxconn - A "vida" na cidade Apple - e percebemos que de locais onde já existiram motins e mesmo mortes por suicídio (alegadamente), nasce uma coisa que custa mil euros quando o trabalhador da manufactura ganha 2,5 UDS/hora e julgo que será justo perguntar até que ponto essa ideia de crescimento expansionista criará necessidades que possam ser qualificadas como tal, tendo o exemplo de log in encriptado e desbloqueável por expressão facial e outras coisas.

Não falo obviamente como inocente nesta matéria, pois como muitos, possuo um smartphone, e já tive um iPhone (embora ache que não volte lá…), mas a verdade é que tenho dificuldades em assimilar o que poderá existir de inovação para justificar este impulso agressivo à troca de aparelhos quando aquilo que muda… bom, será assim tão novo, ou maquilhagem apenas mais trabalhada mas o mesmo palhaço? Não sou um “tecnófobo”, mas assim como fico contente quando verifico que quer a rádio quer os livros tenham conseguido manter a sua estrutura original quase intacta, preocupa-me um pouco esta deriva da conexão à força, quando julgo que é indiscutível a subida de uma certa alienação contemporânea disfarçada de conectividade total e a toda a hora.




«The epidemic caused a media sensation – suicides and sweatshop conditions in the House of iPhone. Suicide notes and survivors told of immense stress, long workdays and harsh managers who were prone to humiliate workers for mistakes, of unfair fines and unkept promises of benefits.
The corporate response spurred further unease: Foxconn CEO, Terry Gou, had large nets installed outside many of the buildings to catch falling bodies. The company hired counsellors and workers were made to sign pledges stating they would not attempt to kill themselves.
Steve Jobs, for his part, declared: “We’re all over that” when asked about the spate of deaths and he pointed out that the rate of suicides at Foxconn was within the national average. Critics pounced on the comment as callous, though he wasn’t technically wrong. Foxconn Longhua was so massive that it could be its own nation-state, and the suicide rate was comparable to its host country’s. The difference is that Foxconn City is a nation-state governed entirely by a corporation and one that happened to be producing one of the most profitable products on the planet.
If the boss finds any problems, they don’t scold you then. They scold you later, in front of everyone, at a meeting
A cab driver lets us out in front of the factory; boxy blue letters spell out Foxconn next to the entrance. The security guards eye us, half bored, half suspicious. My fixer, a journalist from Shanghai whom I’ll call Wang Yang, and I decide to walk the premises first and talk to workers, to see if there might be a way to get inside.
The first people we stop turn out to be a pair of former Foxconn workers.
“It’s not a good place for human beings,” says one of the young men, who goes by the name Xu. He’d worked in Longhua for about a year, until a couple of months ago, and he says the conditions inside are as bad as ever. “There is no improvement since the media coverage,” Xu says. The work is very high pressure and he and his colleagues regularly logged 12-hour shifts. Management is both aggressive and duplicitous, publicly scolding workers for being too slow and making them promises they don’t keep, he says. His friend, who worked at the factory for two years and chooses to stay anonymous, says he was promised double pay for overtime hours but got only regular pay. They paint a bleak picture of a high-pressure working environment where exploitation is routine and where depression and suicide have become normalised.
“It wouldn’t be Foxconn without people dying,” Xu says. “Every year people kill themselves. They take it as a normal thing.”»



NAJ ™ – 13/09/2017 - Estações Diferentes™
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