ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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terça-feira, novembro 06, 2007



Está quase aí...

Irmãos Cohen, Cast de luxo - este "No Country for Old Men" promete, e de que maneira.

Só me falta ler um livro de McCarthy, e rapidamente.

domingo, setembro 30, 2007


Foto: Misha Gordin - "Doubt"

"Avoid the flourish. Do not be afraid to be weak. Do not be ashamed to be tired. You look good when you're tired. You look like you could go on forever. Now come into my arms. You are the image of my beauty. "
Leonard Cohen

sexta-feira, abril 27, 2007












AT THE MOVIES II (FLASHBACK)

Sempre achei que fazer rir é uma arte suprema e um sinónimo de inteligência superior. Os verdadeiros humoristas, aqueles que fazem realmente rir são, para mim, pessoas merecedoras de todos os encómios possíveis. Fazer rir é conseguir apanhar a pessoa distraída e surpreendê-la numa reacção absolutamente espontânea, tocando-lhe num nervo que nunca soubera que tinha.

Este é o meu filme preferido dos Cohen e tornou-se um amor especial de longa data. Talvez não seja o melhor, (os críticos dirão isso sem hesitação) mas é o que para mim mais significou. Apela a um estilo de humor que me é muito querido, com um toque de nonsense mas muito ténue no meio da ironia e gozo com esta espécie de Odisseia. E é provavelmente o único musical que gosto de ver uma e outra vez, ouvindo com gosto as canções que o povoam, especialmente esta jóia acima transferida. Clooney faz um papel assombroso como um Ulisses "screwball", palavroso e com uma fixação pelo seu cabelo. "I'm a Dapper Dan Man!!"

E por alguma razão que desconheço, este filme faz-me rir pelas cócegas que provoca num recanto do meu sentido de humor que encaixa perfeitamente no que entendo como intenção da obra, pelos seus detalhes. E sobretudo, faz-me sentir bem. Cada vez que o vi, (e vejo), saio da projecção como se tivesse sido acarinhado pelas palavras de um velho amigo coadjuvadas por um sincero abraço. Ver este filme é como voltar a uma casa maluca onde habito parcialmente, e sentir-me confortável, ou como ter a ilusão de algo que passou mais ou menos despercebido e fora feito inconscientemente para mim. No fundo, como ver uma forma única numa núvem desenhada apenas pela minha mente, e sentir-me pertencente a algo desregulado mas feliz.