O meu amigo Jorge, que conhece a minha demanda contestatária à religião organizada (que não a fé, entenda-se claramente ), enviou-me estas duas pérolas. Christopher Hitchens dá, de uma forma brilhante, informada e contundente, uma rabecada à religião organizada ( e os católicos que percam a mania da perseguição porque não é só o Vaticano, mas há muito a dizer do outro lado da barricada dos adoradores) e aos seus efeitos, que por natureza são inegáveis, mas que de alguma forma são constantemente mascarados por discursos de desdramatização. A religião é, efectivamente, a maior fonte de ódio inter-civilizacional do mundo moderno, e talvez desde sempre, e normalmente está assente em dogmas que constituem uma constrição inaceitável à capacidade de pensar e questionar, como se os valores humanos estivessem de alguma forma ligados a um estaticismo de dogmas e supostas moralidades construídas sob um estigma de culpa milenar.
Tenho imenso respeito pela fé e a crença pessoal, mas nenhum pela religião organizada, responsável por coisas como decapitações públicas, limpezas étnicas, assassinatos de jornalistas e artistas, condenações morais e acções de boicote à teoria da evolução das espécies em detrimento do criacionismo, e claro, está, disparates como a condenação do desgraçado do Harry Potter, Phillip Pullman e a sua saga “His Dark Materials” e mais recentemente, à série Californication (isto porque a série tem demasiado sexo e drogas, o que pode chocar, em detrimento da paixão de Cristo de Gibson, que é o maior ensaio de porrada gore disfarçado de mitologia religiosa, e que foi recomendado a crianças por alimárias como César das Neves e quejandos…).
Tenho imenso respeito pela fé e a crença pessoal, mas nenhum pela religião organizada, responsável por coisas como decapitações públicas, limpezas étnicas, assassinatos de jornalistas e artistas, condenações morais e acções de boicote à teoria da evolução das espécies em detrimento do criacionismo, e claro, está, disparates como a condenação do desgraçado do Harry Potter, Phillip Pullman e a sua saga “His Dark Materials” e mais recentemente, à série Californication (isto porque a série tem demasiado sexo e drogas, o que pode chocar, em detrimento da paixão de Cristo de Gibson, que é o maior ensaio de porrada gore disfarçado de mitologia religiosa, e que foi recomendado a crianças por alimárias como César das Neves e quejandos…).
Em muitas coisas significa uma negação da natureza humana, e como tal, não posso aceitar, nem nunca aceitarei senão num ecletismo muito cuidadoso. Não me chateia nada a ideia de querer bem ao próximo, pelo contrário, mas tal não pode derivar de regras consolidadas meramente pela tradição, pelo tempo, pelo instituído, e pior que tudo, pela imutabilidade das ideias, como se nada evoluísse em função da própria dinâmica da natureza.
Disclaimer: Atenção que não digo que não hajam acções positivas (mesmo a nível mundial) levadas a cabo por tais organizações. Existem muitas pessoas abnegadas, válidas e generosas nessas organizações, até abertas à mudança, mas sempre afogadas pela ala maioritária encerrada no próprio dogma. No entanto, esse valor e positividade não pode, de forma nenhuma, escamotear a enorme responsabilidade pelos danos que causam em coisas como liberdade pessoal e agregação da diversidade. Não há compensação que chegue para justificar muito do que se passa. E muito do que muitos vão permitindo sem sequer se questionarem, são cúmplices.
Deixo-vos, no entanto, com quem diz muito mais e de forma absolutamente mais completa, brilhante, e claro está, corajosa.
1. Palestra no Canadá - http://www.youtube.com/watch?v=PY8fjFKAC5k
2. Programa do Bill Maher - http://www.youtube.com/watch?v=RIZS7jIy608
Disclaimer: Atenção que não digo que não hajam acções positivas (mesmo a nível mundial) levadas a cabo por tais organizações. Existem muitas pessoas abnegadas, válidas e generosas nessas organizações, até abertas à mudança, mas sempre afogadas pela ala maioritária encerrada no próprio dogma. No entanto, esse valor e positividade não pode, de forma nenhuma, escamotear a enorme responsabilidade pelos danos que causam em coisas como liberdade pessoal e agregação da diversidade. Não há compensação que chegue para justificar muito do que se passa. E muito do que muitos vão permitindo sem sequer se questionarem, são cúmplices.
Deixo-vos, no entanto, com quem diz muito mais e de forma absolutamente mais completa, brilhante, e claro está, corajosa.
1. Palestra no Canadá - http://www.youtube.com/watch?v=PY8fjFKAC5k
2. Programa do Bill Maher - http://www.youtube.com/watch?v=RIZS7jIy608