ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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quinta-feira, janeiro 31, 2008

Serei breve.
Recordo o primeiro filme em que vi o rapazito. "Ten things I hate about you", um remake juvenil da peça "The Tame of the Shrew", do tio Guilherme, até bem feitinha, com a Julia Stiles, moça de serviço nestas adaptações de Shakespeare (e que bem que ela ia na saga Bourne). E gostei da postura, do sotaque aussie. Ao contrários da maioria dos tipos com palminho de cara de tais produções, o moço parecia saber representar.
Mas seria mais tarde que o rapaz me levaria a melhor, com a participação no desopilante conto dos irmãos Grimm e no excelente e contundente "Monster's Ball".
E sim, como fã da personagem e da interpretação que Chirs Nolan faz dele, salivava por ver o Joker de Ledger no Batman que por aí vem. O trailer promete muitíssimo, e para quem já tinha gostado do anterior (C. Bale é Bruce Wayne - finalmente alguém!) os vislumbres de Ledger dão a entender que ele provavelmente revolucionará o personagem, dando os arrepios que o esforço de Nicholson não conseguiu, apesar de ter gostado da interpretação deste.
Ver Ledger será ainda mais arrepiante, e incrementará alguma tristeza, porque provavelmente gostarei do papel. E ao gostar, o desperdício parecerá ainda maior, ainda mais inexplicável, ainda menos agradável.
Ledger morre, eternamente jovem como Dean e com ele alguém que parecia agigantar-se no panorama dos actores como Norton, ainda, para mim, o melhor jovem actor desta "nova geração".
Espero que a coisa lhe esteja a correr bem, seja lá onde for. Ao que parece pelas crónicas e testemunhos, era a anti-vedeta, e um tipo porreiro, ainda por cima.
O cinema está mais pobre e arrisco a dizer o mundo.
Que pena...