Da actuação da polícia de costumes iraniana e ao tratamento que um Estado aplica às suas cidadãs fica-me apenas a tristeza, a revolta, e a explicação para a minha incapacidade para aceitar os laivos de um relativismo que não assenta no contrato social, mas na repressão.
E sem contrato social, sem a legitimidade inferida das escolhas oriundas do mais elementar da liberdade pessoal, como sentir o vento no cabelo, nada parece válido, tudo parece tirania e só há de facto poesia e humanidade na transgressão.
Mas fica a sensação de tristeza, de impotência, de perplexidade.
"A sociedade iraniana tem revelado uma certa abertura nos últimos anos, nomeadamente em relação a assuntos antes considerados tabu. Questões como a prostituição, fenómeno crescente, têm sido debatidas abertamente na imprensa. Nalgumas reportagens televisivas recentes, são mostradas imagens de toxicodependentes. Por outro lado, continuam a existir testes de virgindade obrigatórios para as mulheres. Caso a sua "pureza" não seja confirmada, as mulheres são punidas com chicotadas." - Sofia Branco - Público
e ainda
E ainda aqui