Pedindo desculpa aos amigos que comentaram os posts anteriores, e prometendo fazê-lo ainda este fim de semana, queria apenas dar uma breve achega ao fim de ano, à suposta festa que representa.
Ao contrário do Natal, que é época que manifestamente gosto, por todas as razões e mais algumas, o fim de ano é sempre uma altura complicada, e esta sim, cheia de pressão. Temos de estar todos nos píncaros da nossa adrenalina, bêbados não de álcool mas de serotonina, porque o evento assim o exige. É, de facto, a maior festa programada do ano, e como tal, os ingredientes nem sempre redundam em real diversão.
Para mim, e especialmente nos últimos anos, o revelhão, como o designa uma querida amiga, é daquelas noites onde o melhor é mesmo o jantar com as pessoas de quem sou próximo. O momento da meia noite é, para mim, como uma injecção forçada de vida e suposta alegria, como se de facto o ano que se segue fosse constituído apenas de momentos kodak. E não é. Nunca é, por mais que mastiguemos as passas.
Há algo de bom no instante. Sempre achei que das melhores coisas que temos é a nossa capacidade de desejar, de querer, de aspirar, de querer trilhar caminhos. Especialmente se isso envolver os nossos amores, nas suas mais variadas dimensões, e a ideia de fazer alguma coisa mais com a nossa vida. E não me refiro a pragmatismos, ou pelo menos não exclusivamente.
No ano novo, e mesmo desde o advento do sms, aproveito para ver a dimensão daquilo e daqueles que me redeiam, fazer o necessário agradecimento pelas coisas que tenho, as pessoas que perdem algum do seu tempo a dar-me atenção, e o cliché da saúde, pois claro.
Mas há anos que não é uma noite especialmente boa para mim. Especialmente porque não se encontra local algum onde a música vá mais além da Ivete Sangalo (arghhh...) e toda a gente me parece imbuída de um desejo "espiralado" de bebedeira ou euforia, nem que tenha de vir à força.
Mas sei que há gente que gosta realmente, e que se diverte realmente, e para quem o instante de promessa de futuro lhes é caro, e para esses, espero que tenha sido a melhor data possível.
No fundo, é um instante onde damos um beijo aqueles que amamos, guardamo-los connosco ainda mais, e só por isso já vale a pena, julgo.
Bom 2008.
A todos.
Ao contrário do Natal, que é época que manifestamente gosto, por todas as razões e mais algumas, o fim de ano é sempre uma altura complicada, e esta sim, cheia de pressão. Temos de estar todos nos píncaros da nossa adrenalina, bêbados não de álcool mas de serotonina, porque o evento assim o exige. É, de facto, a maior festa programada do ano, e como tal, os ingredientes nem sempre redundam em real diversão.
Para mim, e especialmente nos últimos anos, o revelhão, como o designa uma querida amiga, é daquelas noites onde o melhor é mesmo o jantar com as pessoas de quem sou próximo. O momento da meia noite é, para mim, como uma injecção forçada de vida e suposta alegria, como se de facto o ano que se segue fosse constituído apenas de momentos kodak. E não é. Nunca é, por mais que mastiguemos as passas.
Há algo de bom no instante. Sempre achei que das melhores coisas que temos é a nossa capacidade de desejar, de querer, de aspirar, de querer trilhar caminhos. Especialmente se isso envolver os nossos amores, nas suas mais variadas dimensões, e a ideia de fazer alguma coisa mais com a nossa vida. E não me refiro a pragmatismos, ou pelo menos não exclusivamente.
No ano novo, e mesmo desde o advento do sms, aproveito para ver a dimensão daquilo e daqueles que me redeiam, fazer o necessário agradecimento pelas coisas que tenho, as pessoas que perdem algum do seu tempo a dar-me atenção, e o cliché da saúde, pois claro.
Mas há anos que não é uma noite especialmente boa para mim. Especialmente porque não se encontra local algum onde a música vá mais além da Ivete Sangalo (arghhh...) e toda a gente me parece imbuída de um desejo "espiralado" de bebedeira ou euforia, nem que tenha de vir à força.
Mas sei que há gente que gosta realmente, e que se diverte realmente, e para quem o instante de promessa de futuro lhes é caro, e para esses, espero que tenha sido a melhor data possível.
No fundo, é um instante onde damos um beijo aqueles que amamos, guardamo-los connosco ainda mais, e só por isso já vale a pena, julgo.
Bom 2008.
A todos.