ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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sexta-feira, abril 20, 2007



(Jeff, a tua continua a ser a melhor versão de sempre, mas eis uma alternativa.)

O respeito pela tristeza aparece-me muitas vezes.
Pelos instantes em que cada um de nós se sente baço na fotografia do mundo, sacado por um evento, ou série deles, nos quais nos erguemos como o ruído na imagem.
No passar dos segundos nos quais que olho para a marcha diária daqueles que me rodeiam, em que fito os olhares e sinto o peso dos seus pés como se o mundo os empurrasse para cima, esmagando-os no céu, falta-me a ideia clara para os apaziguar. A todos. A eles e a mim, por cada instante insondável em que o deslocamento não nos deixa chegar a casa.
E baixo o rosto, deixando-me invadir por quem sabe definir esse desconhecido, parte por parte, estilhaçado no passar dos segundos, dos passos, dos pequenos crimes cometidos por todos contra todos. Partido o que está em baixo, dificilmente se pode falar do cume, lá em cima, das inspirações que trazem o ar frio da oportunidade, do espaço, da lógica. Dentes em esgar com o mesmo brilho do gelo, denunciam a dor da beleza.
E no meio de tudo isso, quando encontro a percepção alheia, ela sorri-me.
Passa-me a mão pelo rosto, e talvez tudo possa mesmo correr bem.
O toque é frio, e todas as coisas feitas de desejo em consciência são esmagadas pela percepção do mundo apenas constituído de hipóteses.
E depois não sei bem o que se passa.
Aleluia...