ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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sexta-feira, fevereiro 08, 2008

O acaso faz coisas engraçadas. Por pormenores que nem sequer vale a pena discutir, devido à sua aparente falta de lógica, algumas coisas acontecem. Parecem encenadas para nós, com todos os requintes de um encaixe situacional puro. Mas é uma sorte ou numa espécie de interpretação simétrica, um azar. Daqueles que parecem construídos artesanalmente. Tem requintes, por isso parece vivo, mas somos nós que lhe damos a força vital. Por vezes não se passa nada de especial, mas o evento tem tudo de único. Porque é nosso e porque a marca que fica é impassível de traduzir.
É esta a mais comum forma de isolamento que existe. E a mais eficaz, infelizmente.

terça-feira, abril 03, 2007

Sou agnóstico.
Isso é assente e mais empedernido do que seria imaginável em qualquer representação conceptual. Talvez haja lá alguma coisa, mas o que é ou deixa de ser não sei, e ninguém sabe. Claro que isto poderia levar-nos a um discorrer incessante sobre os mecanismos da fé e a sua importância na construção das consciências, personalidades, e por aí fora.
Mas não é por aí que vou hoje.
Falo apenas nas coincidências, nos pequenos eventos que sucedem quando não são esperados.
Nas coisas que não entendemos, nas perguntas que ficam por responder, no que poderiamos fazer mas parece tão difícil. Cada inspiração parece ter o cansaço de um dia, e no entanto ocorrem coisas que não aparentemente estão excluidas do calendário de previsões.
Se pensarmos que em meio a tanta coisa que adoramos e detestamos na paz dos dias, surge a incapacidade do sossego. E pior ainda, a atenção que lhe damos, porque na escaramuça das tendências surge o avançar do dia a dia. Ou pelo menos assim mo vão dizendo.
E no meio de tudo isto, baralha, troca, volta a dar, e o jogo nunca é o mesmo.
A graça de estar vivo no meio das regras, mas em partidas onde nunca somos os mesmos, e onde as cartas operam improbabilidades estarrecedoras.
Não fazer sentido é mau.
Mas procurar esse mesmo sentido é passadeira de vida.
Calcemos os sapatos de ténis e vamos lá ver o que se passa.