Sou agnóstico.
Isso é assente e mais empedernido do que seria imaginável em qualquer representação conceptual. Talvez haja lá alguma coisa, mas o que é ou deixa de ser não sei, e ninguém sabe. Claro que isto poderia levar-nos a um discorrer incessante sobre os mecanismos da fé e a sua importância na construção das consciências, personalidades, e por aí fora.
Mas não é por aí que vou hoje.
Falo apenas nas coincidências, nos pequenos eventos que sucedem quando não são esperados.
Nas coisas que não entendemos, nas perguntas que ficam por responder, no que poderiamos fazer mas parece tão difícil. Cada inspiração parece ter o cansaço de um dia, e no entanto ocorrem coisas que não aparentemente estão excluidas do calendário de previsões.
Se pensarmos que em meio a tanta coisa que adoramos e detestamos na paz dos dias, surge a incapacidade do sossego. E pior ainda, a atenção que lhe damos, porque na escaramuça das tendências surge o avançar do dia a dia. Ou pelo menos assim mo vão dizendo.
E no meio de tudo isto, baralha, troca, volta a dar, e o jogo nunca é o mesmo.
A graça de estar vivo no meio das regras, mas em partidas onde nunca somos os mesmos, e onde as cartas operam improbabilidades estarrecedoras.
Não fazer sentido é mau.
Mas procurar esse mesmo sentido é passadeira de vida.
Calcemos os sapatos de ténis e vamos lá ver o que se passa.