(Jeff, a tua continua a ser a melhor versão de sempre, mas eis uma alternativa.)
O respeito pela tristeza aparece-me muitas vezes.
Pelos instantes em que cada um de nós se sente baço na fotografia do mundo, sacado por um evento, ou série deles, nos quais nos erguemos como o ruído na imagem.
No passar dos segundos nos quais que olho para a marcha diária daqueles que me rodeiam, em que fito os olhares e sinto o peso dos seus pés como se o mundo os empurrasse para cima, esmagando-os no céu, falta-me a ideia clara para os apaziguar. A todos. A eles e a mim, por cada instante insondável em que o deslocamento não nos deixa chegar a casa.
E baixo o rosto, deixando-me invadir por quem sabe definir esse desconhecido, parte por parte, estilhaçado no passar dos segundos, dos passos, dos pequenos crimes cometidos por todos contra todos. Partido o que está em baixo, dificilmente se pode falar do cume, lá em cima, das inspirações que trazem o ar frio da oportunidade, do espaço, da lógica. Dentes em esgar com o mesmo brilho do gelo, denunciam a dor da beleza.
E no meio de tudo isso, quando encontro a percepção alheia, ela sorri-me.
Passa-me a mão pelo rosto, e talvez tudo possa mesmo correr bem.
O toque é frio, e todas as coisas feitas de desejo em consciência são esmagadas pela percepção do mundo apenas constituído de hipóteses.
E depois não sei bem o que se passa.
Aleluia...