"There was a time that the pieces fit
But I watched them fall away
Mildewed and smouldering
Strangled by our coveting
I've done the math enough to know
The dangers of our second guessing
Doomed to crumble unless we grow
And strengthen our communication
Cold silence hasA tendency to
Atrophy any
Sense of compassion
Between supposed brothers..."
A facilidade com que se pode cair num ressentimento generalizado faz pensar. A facilidade com que determinadas coisas deixam de ter importância, ou como podemos rebelar-nos contra elas, é assustadora na sua simplicidade.
A geração de respeito pelos outros, na sua ausência de compaixão ou simples desinteresse em ver a perspectiva alheia, pode estar precisamente no endurecimento do trato. É com absoluta tristeza que se verifica que a guarda mais baixa só produz fatalidades, que, apesar de pequenas, infectam o tecido da proximidade e geram os isolamentos surdos.
A guarda baixa é um imã. Atrai aquilo de que não deveríamos ter de nos proteger. Gera a noção de fraqueza onde se quer apenas empatia e comunicação sem complicações ou artifícios. É triste porque é fácil, e raramente se explica em conceitos unos. Muitas vezes parece fazer-se apenas porque se pode.
Por vezes, fazer as coisas unicamente como queremos é apenas uma forma de sobrevivência. As tentativas de concordância abrem brechas que esperam toque, mas encontram unhas de lâmina.
E na percepção dos cortes, o antiséptico nada faz, porque se confunde com a inevitável armadura, dentro da qual nada sara ou piora.
É essa a ironia da situação. Algo infecta a meio caminho entre a ausência de curativo, e a protecção abafada e infecciosa que o receio gera, de forma espontânea e inexorável. Muros vivos, que crescem sem mão, ou justificação plena, deixando-nos algures entre a moínha persistente e a calma ressentida e orfã própria da protecção.