Muitos, como Diablo Cody, dizem que o melhor que podemos esperar é dar de caras com qualquer pessoa que nos aceite como somos. E isto em qualquer registo.
Mas ao fazermos isso mesmo, dificilmente conseguiremos que a premissa se verifique. Porque leva algum tempo e muito esforço até que alguém veja algo do que realmente somos. Que dê sopa nas intimidações, que seja sujeito e protagonista em coincidências, que simplesmente ouça histórias e perceba de e para onde vão.
Ninguém aceita ninguém aprioristicamente. E se há dois ou três detalhes que justificam a investigação, é um amor a coisas várias, desde a quase-loucura dos detalhes ao vociferar dos disparates, que blinda a diferença. O mesmo que gera a confiança. Que instala o descodificador. Que se torna o dicionário da aparente surdez colectiva perante o recorte do indivíduo.
Portanto acho que me atrevo a "ajustar" a frase da senhora, já que para mim, o melhor que podemos esperar é alguém que queira saber, aceite indicações e se ria sarcasticamente perante a previsão de uma parede de tijolos. É alguém que queira realmente perceber se somos suportáveis sendo como somos.