ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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segunda-feira, junho 02, 2008

Perante algumas pessoas dou comigo a não saber o que fazer. E não sei porque na dimensão daquilo que essas pessoas representam para mim, acho-me pequeno, parcelar e de alguma forma sempre expectante. Bebo deles porque dos poucos que trazem um elemento do inevitável à minha vida, encontro-me a mim e conto, sem remédio, tudo o que me vai fazendo às custas do que sou forçado a esconder em muitos casos, e bem fundo.
E se não sei o que fazer, também me resta confessar o óbvio de uma inacção, embora essa inacção saia das pequenas declarações dos vários tipos de amor com que a minha incapacidade os brinda indirectamente. Tenho pé, mas porque eles acabam por ser areia nos casos em que a água já passa suavemente o limite do lábio inferior. Tenho as minhas coisas pequenas, estúpidas, incompletas, teimosas, tementes, e do ponto onde os posso ver lá caminham, passo a passo, junto aos meus rastos, tentanto não fazer muito caso dos meus estragos.
Não sei o que fazer com vocês, partidos nas morfologias de amor de que me acho capaz, sempre demasiado pequeno e vocês sempre demasiado grandes, completos, a pairar sobre o meu país que é o meu corpo e aquilo que desculpo como palavras.
Não sei o que faça, mas ainda que não explique porque não posso colocar os vossos olhos, teimoso e confuso no meu cimento, temo apenas não conseguir ser grato senão para dentro, onde as coisas mordem e comem, e ainda, assim, não se grita o suficiente. Ou de todo.
Não sei o que fazer-vos.
Feliz e infelizmente.