Perante algumas pessoas dou comigo a não saber o que fazer. E não sei porque na dimensão daquilo que essas pessoas representam para mim, acho-me pequeno, parcelar e de alguma forma sempre expectante. Bebo deles porque dos poucos que trazem um elemento do inevitável à minha vida, encontro-me a mim e conto, sem remédio, tudo o que me vai fazendo às custas do que sou forçado a esconder em muitos casos, e bem fundo.
E se não sei o que fazer, também me resta confessar o óbvio de uma inacção, embora essa inacção saia das pequenas declarações dos vários tipos de amor com que a minha incapacidade os brinda indirectamente. Tenho pé, mas porque eles acabam por ser areia nos casos em que a água já passa suavemente o limite do lábio inferior. Tenho as minhas coisas pequenas, estúpidas, incompletas, teimosas, tementes, e do ponto onde os posso ver lá caminham, passo a passo, junto aos meus rastos, tentanto não fazer muito caso dos meus estragos.
Não sei o que fazer com vocês, partidos nas morfologias de amor de que me acho capaz, sempre demasiado pequeno e vocês sempre demasiado grandes, completos, a pairar sobre o meu país que é o meu corpo e aquilo que desculpo como palavras.
Não sei o que faça, mas ainda que não explique porque não posso colocar os vossos olhos, teimoso e confuso no meu cimento, temo apenas não conseguir ser grato senão para dentro, onde as coisas mordem e comem, e ainda, assim, não se grita o suficiente. Ou de todo.
Não sei o que fazer-vos.
Feliz e infelizmente.