Serei breve.
Recordo o primeiro filme em que vi o rapazito. "Ten things I hate about you", um remake juvenil da peça "The Tame of the Shrew", do tio Guilherme, até bem feitinha, com a Julia Stiles, moça de serviço nestas adaptações de Shakespeare (e que bem que ela ia na saga Bourne). E gostei da postura, do sotaque aussie. Ao contrários da maioria dos tipos com palminho de cara de tais produções, o moço parecia saber representar.
Mas seria mais tarde que o rapaz me levaria a melhor, com a participação no desopilante conto dos irmãos Grimm e no excelente e contundente "Monster's Ball".
E sim, como fã da personagem e da interpretação que Chirs Nolan faz dele, salivava por ver o Joker de Ledger no Batman que por aí vem. O trailer promete muitíssimo, e para quem já tinha gostado do anterior (C. Bale é Bruce Wayne - finalmente alguém!) os vislumbres de Ledger dão a entender que ele provavelmente revolucionará o personagem, dando os arrepios que o esforço de Nicholson não conseguiu, apesar de ter gostado da interpretação deste.
Ver Ledger será ainda mais arrepiante, e incrementará alguma tristeza, porque provavelmente gostarei do papel. E ao gostar, o desperdício parecerá ainda maior, ainda mais inexplicável, ainda menos agradável.
Ledger morre, eternamente jovem como Dean e com ele alguém que parecia agigantar-se no panorama dos actores como Norton, ainda, para mim, o melhor jovem actor desta "nova geração".
Espero que a coisa lhe esteja a correr bem, seja lá onde for. Ao que parece pelas crónicas e testemunhos, era a anti-vedeta, e um tipo porreiro, ainda por cima.
O cinema está mais pobre e arrisco a dizer o mundo.
Que pena...