ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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terça-feira, abril 22, 2008

Existem pessoas que, e respeitando a sua honestidade, declaram que adoram ser o centro das atenções. Pessoas que, quando não são sujeitas ao holofote das atenções, entram em processo de insuficiência e chegam ao ridículo de tentar disfarçar, desgraçadamente mal, uma espécie de birra causada pelo desviar do olhar ou palavra para outras paragens.
Muitas delas são pessoas com um tom de voz que faria concorrência à sirene dos bombeiros que anuncia o meio dia. Gesticulam e tomam determinadas atitudes estrategicamente colocadas para que o foco retorne à sua pessoa.
São claramente pessoas a quem a mamã não deu palmadas suficientes no rabo. Pessoas para quem a subjugação dos outros à sua atitude e influência se calhar deveria ser uma normalidade, já que não encontram no meio da sua frequente cabotinice qualquer motivo para que o seu resplandecer não seja uma evidência.
Além de não ter a mínima pachorra para tais criaturas, que encaram os outros como nada mais que uma audiência que não pode senão comportar-se de forma ávida, vejo frequentemente atitudes de desprezo para com aqueles que supostamente deveriam constituir o séquito tão desejado. O que, peço desculpa, me confunde claramente.
Obviamente que ninguém gosta de ser invisível, mas será que essas pessoas não se tocam quando à ridicularia? Que o alarido só as torna uma espécie de alarme de incêndio avariado, e que algumas pessoas podem não acorrer numa lógica adaptativa à lá Pedro e o Lobo?
Será que essas pessoas não entenderão que é o encanto, uma espécie de casaco de personalidade invisível, que por vezes torna as pessoas interessante, charmosas, encantadoras e atraentes, seja em que registo for?
Tenho cada vez menos paciência para esta moda que confunde a afirmação de preferências com um pingo supostamente encantador de politicamente incorrecto com os berrinhos e atitudes afectadas de pessoas que lidam mal com o facto de que interessaremos sempre a uns e nada a outros.
Normalmente quando entram por uma porta, eu estou a sair pela outra. Ou fico silencioso, a ver até onde vai o espalhafato.
Enfim...