ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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quarta-feira, março 26, 2008

People, close or not, took me for morose on frequent occasions, and somewhat of a nut job, which became practical. Sometimes it’s really good to left alone because of your behaviour. But most of the times it’s simply a generic and practical form of rejection. One becomes accustomed to it, I guess, and after all, loneliness is a multipart concept. It is never built by a single element.
And that is why it might become so difficult to kill.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

A propósito de uma conversa tida há uns dias, recuperei este texto do baú, já anteriormente "publicado" aqui em Dezembro de 2004. Ainda me parece adequado.
"Existe uma grande classe de pessoas que utiliza aquele que talvez seja dos mais irritantes dos fundamentos para alguma coisa. Dizem-no com uma postura rendida, mas plenamente confiante, como se o acabassem de dizer tivesse uma justificação plena. Na pose socrática pré-cicuta, dizem, calmamente que :
"Não é defeito, é feitio".
Não se pode ser estúpido por defeito, mas sim por feitio.
Não fica bem ser cruel por defeito isolado, mas e aceitável quando é feitio.
É impensável ser desonesto por defeito, mas aceitável quando se trata de feitio.
O egoismo isolado em determinadas manifestações é recriminado violentamente, mas aceite como uma idiossincrasia quando é reiterado e transformado na constancia de um feitio.
Então eu pergunto:
As coisas e detalhes que não são positivos, que causam mal a terceiros, e não raras vezes aos próprios, são inaceitáveis quando expressos isoladamente, ou por momentos, mas tornam-se passáveis quando perduram no tempo e nas atitudes e escolhas que são feitas ao longo deste? Sou só eu que acho que a constância de um defeito, quando se conhece o dano que exerce sobre outros, só perdura por vontade? Que isso significa ter uma conduta deliberadamente agressora para com o outro, estendida por tempo indeterminado? Sou só eu que acho que os erros, porque isolados, são o que fazem de nós humanos ao tentar resolvê-los? Ou será o feitio a chave mestra que permite arrumar o insanável numa gaveta própria, advertindo os outros para nunca a abrirem?
Este relativismo absoluto irrita-me.
E não é de todo próprio do meu feitio..."

quinta-feira, março 29, 2007

Há uma diferença substancial entre mau-feitio e feitio impossível.

O mau feitio pode ser divertido, agradável, porque com um pouco de razoabilidade e conversa sã, os pontos de vista podem não encontrar-se, mas de alguma forma encaixam-se como várias perspectivas de um problema. Esse tipo de feitio tem uma verve geralmente humorística, e muito genuína, a qual acaba por ser também motivo de proximidade.
Esse mau feitio por vezes não nos poupa, felizmente.
A minha namorada tem mau feitio. Ok, invulgar, mas cabe neste conceito.
A minha mãe tem mau feitio.
O meu irmão também, ui, de que maneira!
(O meu pai é outra história. É o único homem que conheço que é mais pato que eu, mas também muito mais encantador, uma história viva. Tem mau feitio, mas são demasiados anos a ver as coisas à sua maneira.)
Alguns dos (poucos?) amigos que se instalam realmente no meu coração também têm mau feitio segundo esta perspectiva. Sobem-lhes os azeites e pronto, é ficar de lado e ver, deleitado.
Mas no fundo, quase sempre se consegue conversar, argumentar, chegar a qualquer lado.
Numa outras perpectiva existem exemplos na blogosfera, com cujo mau feitio por vezes discordo, mas com o qual normalmente convivo bem, gosto muito de ler, e aprendo muita coisa também em concordância.
Além disso, esse mau feitio não é constante. É de ondas, por gatilhos, e debelável, parece-me.
Claro que em alguns casos é motivado pelo que leio, noutros pelo que leio somado ao conhecimento das pessoas, que são inclusive minhas amigas.
Ver aqui , aqui , aqui , só como óptimos e altamente recomendáveis exemplos. Mas há mais.
E depois há o feitio impossível.
A malta que nasceu para embirrar, para "desconstruir" (palavra da moda, eu sei), para criticar tudo e todos, geralmente com base em preconceitos ou egocentrismo de altifalante.
A malta que sobranceiramente não abre espaço para diálogo. Os gajos que interrompem tudo e todos nas conversas de grupo, julgando serem combativos quando estão a ser desagradavelmente "estardalhaçosos".
As pessoas de feitio impossível não racionalizam. Não jogam à bola, mas levam-na para casa. Para essas pessoas, consenso é sinónimo de vitória unilateral, e acordo significa impasse ou ignorância alheia.
As pessoas de feitio impossível são intratáveis, e algumas vezes disfarçam-no, até que se torna demasiado tarde para evitar danos, o que só aumenta a incidência desse mesmo feitio.
São tatuagens que não se deixam disfarçar por qualquer artista, por mais habilidoso que este seja, ou por maior que seja a mais valia que oferece.
E claro está, gosto de pessoas com bom feitio.
Não moleza, mas o desejo de solucionar.
Para eles, mais palavras outro dia.
Desculpem-me.
Não é defeito, é feitio...