Talvez... bem, não talvez, com certeza que não será o melhor pedaço de cinema do ano. Nem o melhor filme. Nem a melhor ideia.
Mas este foi o pedaço de cinema que me fez sair mais realizado da sala, mais feliz por ter decidido adquirir o cartão Medeia, ou simplesmente, por ter tido a sorte de experimentar o efeito subjectivo da obra que alguém completou, e como tal, me trouxe mais uns intantes em que preferi estar consciente, e perceber o que tinha para dizer.
Essa subjectividade cria afectos, nichos, paixões e pequenos cultos internos, semelhantes a amizades fortes, reatadas anos mais tarde, com a sensação da pertença recuperada. E sinceramente, talvez como o filme o diga, certas coisas acabam por ser aquilo que nos salva a vida, ou mais precisamente, o quotidiano, bocadinho a bocadinho, por letras, sons, formas, e essencialmente, presenças.
Este "indie" juntou-se a uma galeria de eleitos para mim. Filmes que formam de um puzzle pessoal, de um recanto onde de forma talvez indecifrável (não é sempre), sinto-me como se chegasse a casa.
Thank someone or something for small mercies.