Há uma diferença substancial entre mau-feitio e feitio impossível.
O mau feitio pode ser divertido, agradável, porque com um pouco de razoabilidade e conversa sã, os pontos de vista podem não encontrar-se, mas de alguma forma encaixam-se como várias perspectivas de um problema. Esse tipo de feitio tem uma verve geralmente humorística, e muito genuína, a qual acaba por ser também motivo de proximidade.
Esse mau feitio por vezes não nos poupa, felizmente.
A minha namorada tem mau feitio. Ok, invulgar, mas cabe neste conceito.
A minha mãe tem mau feitio.
O meu irmão também, ui, de que maneira!
(O meu pai é outra história. É o único homem que conheço que é mais pato que eu, mas também muito mais encantador, uma história viva. Tem mau feitio, mas são demasiados anos a ver as coisas à sua maneira.)
Alguns dos (poucos?) amigos que se instalam realmente no meu coração também têm mau feitio segundo esta perspectiva. Sobem-lhes os azeites e pronto, é ficar de lado e ver, deleitado.
Mas no fundo, quase sempre se consegue conversar, argumentar, chegar a qualquer lado.
Numa outras perpectiva existem exemplos na blogosfera, com cujo mau feitio por vezes discordo, mas com o qual normalmente convivo bem, gosto muito de ler, e aprendo muita coisa também em concordância.
O mau feitio pode ser divertido, agradável, porque com um pouco de razoabilidade e conversa sã, os pontos de vista podem não encontrar-se, mas de alguma forma encaixam-se como várias perspectivas de um problema. Esse tipo de feitio tem uma verve geralmente humorística, e muito genuína, a qual acaba por ser também motivo de proximidade.
Esse mau feitio por vezes não nos poupa, felizmente.
A minha namorada tem mau feitio. Ok, invulgar, mas cabe neste conceito.
A minha mãe tem mau feitio.
O meu irmão também, ui, de que maneira!
(O meu pai é outra história. É o único homem que conheço que é mais pato que eu, mas também muito mais encantador, uma história viva. Tem mau feitio, mas são demasiados anos a ver as coisas à sua maneira.)
Alguns dos (poucos?) amigos que se instalam realmente no meu coração também têm mau feitio segundo esta perspectiva. Sobem-lhes os azeites e pronto, é ficar de lado e ver, deleitado.
Mas no fundo, quase sempre se consegue conversar, argumentar, chegar a qualquer lado.
Numa outras perpectiva existem exemplos na blogosfera, com cujo mau feitio por vezes discordo, mas com o qual normalmente convivo bem, gosto muito de ler, e aprendo muita coisa também em concordância.
Além disso, esse mau feitio não é constante. É de ondas, por gatilhos, e debelável, parece-me.
Claro que em alguns casos é motivado pelo que leio, noutros pelo que leio somado ao conhecimento das pessoas, que são inclusive minhas amigas.
E depois há o feitio impossível.
A malta que nasceu para embirrar, para "desconstruir" (palavra da moda, eu sei), para criticar tudo e todos, geralmente com base em preconceitos ou egocentrismo de altifalante.
A malta que sobranceiramente não abre espaço para diálogo. Os gajos que interrompem tudo e todos nas conversas de grupo, julgando serem combativos quando estão a ser desagradavelmente "estardalhaçosos".
As pessoas de feitio impossível não racionalizam. Não jogam à bola, mas levam-na para casa. Para essas pessoas, consenso é sinónimo de vitória unilateral, e acordo significa impasse ou ignorância alheia.
As pessoas de feitio impossível são intratáveis, e algumas vezes disfarçam-no, até que se torna demasiado tarde para evitar danos, o que só aumenta a incidência desse mesmo feitio.
São tatuagens que não se deixam disfarçar por qualquer artista, por mais habilidoso que este seja, ou por maior que seja a mais valia que oferece.
E claro está, gosto de pessoas com bom feitio.
Não moleza, mas o desejo de solucionar.
Para eles, mais palavras outro dia.
Desculpem-me.
Não é defeito, é feitio...