ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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terça-feira, maio 13, 2008

No que diz respeito ao relacionamento entre as pessoas, tendo em conta as mais variadas formas, as coisas atingiram já um patamar de complexidade que o simples facto de se promovar contacto pode gerar um universo de pequenos ou grandes enganos que fariam Shakespeare corar de vergonha.
A verdade é que o melhor que podemos fazer é esperar que aquilo que fazemos nao acabe por magoar ou estragar o dia a alguém. E na maioria dos casos até acabamos por conseguir, pelo menos, não asneirar em demasia.
No entanto, raramente escapamos da mágoa que é acabar por fazer mesmo algo que não devíamos, por falta de uma consciência que devíamos ter, precisamente porque algumas complexidades acabam por nos escapar. O instinto é perceber e arguir que não se consegue estar sempre atento a toda a hora e que asnear faz parte do conceito de se ser finito e pessoa. Mas ainda assim, não se afasta a percepção de que o erro cometido parece fazer parte de nós, da nossa estrutura, e isso magoa. A espaços, envergonha. Retira um senso de paz que acho que todos desejam ter consigo próprios, na simples tentativa genérica de não fazer mal.
E o que podemos fazer é arrepiar caminho e esperar que os passos dados em sentidos contrários possam ser o equilíbrio sentido do que somos, como podemos sempre melhorar e vir a ser.
Fazer merda faz parte do simples facto de se fazer alguma coisa. E ainda que seja justo, que o é, pagar a factura das atitudes menos positivas que se tem, sejam elas por com dolo ou negligência, dão-se novos passos e arrepiam-se caminhos.
Com o peso na consciência ou no coração.
Sisifo dixit.
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