No que diz respeito ao relacionamento entre as pessoas, tendo em conta as mais variadas formas, as coisas atingiram já um patamar de complexidade que o simples facto de se promovar contacto pode gerar um universo de pequenos ou grandes enganos que fariam Shakespeare corar de vergonha.
A verdade é que o melhor que podemos fazer é esperar que aquilo que fazemos nao acabe por magoar ou estragar o dia a alguém. E na maioria dos casos até acabamos por conseguir, pelo menos, não asneirar em demasia.
No entanto, raramente escapamos da mágoa que é acabar por fazer mesmo algo que não devíamos, por falta de uma consciência que devíamos ter, precisamente porque algumas complexidades acabam por nos escapar. O instinto é perceber e arguir que não se consegue estar sempre atento a toda a hora e que asnear faz parte do conceito de se ser finito e pessoa. Mas ainda assim, não se afasta a percepção de que o erro cometido parece fazer parte de nós, da nossa estrutura, e isso magoa. A espaços, envergonha. Retira um senso de paz que acho que todos desejam ter consigo próprios, na simples tentativa genérica de não fazer mal.
E o que podemos fazer é arrepiar caminho e esperar que os passos dados em sentidos contrários possam ser o equilíbrio sentido do que somos, como podemos sempre melhorar e vir a ser.
Fazer merda faz parte do simples facto de se fazer alguma coisa. E ainda que seja justo, que o é, pagar a factura das atitudes menos positivas que se tem, sejam elas por com dolo ou negligência, dão-se novos passos e arrepiam-se caminhos.
Com o peso na consciência ou no coração.
Sisifo dixit.
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